Prezados Irmãos e Irmãs, Salve Maria.
Hoje estarei postando
a última parte do debate o qual eu tive com o Cismático. Vale a pena conferir!
“Bispo” 4
Senhor Edgar Leandro, Salve Cristo Rei.
Agradeço sua
mensagem e o zelo com que defende a fé que professa. Entretanto, é preciso
separar a tradição apostólica original da interpretação posterior que Roma
consolidou em torno de si mesma. De fato, Cristo confiou a Pedro as chaves do
Reino (Mt 16,19), mas em nome de todos os Apóstolos. A autoridade que ele
recebeu foi pastoral e representativa, não imperial. Ele é sinal da unidade,
não substituto do Cristo. Pedro recebeu as chaves, mas no mesmo Evangelho, o
próprio Cristo declara que todos os Apóstolos participarão do governo de sua
Igreja:
“Em
verdade vos digo que, quando o Filho do Homem se assentar no trono de sua
glória, também vós vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze
tribos de Israel” (Mt 19,28).
Isso mostra que a autoridade é colegial, e não concentrada
em um só. Quanto ao Concílio de Jerusalém, o texto não diz que Pedro “decidiu”
— ele opinou e foi ouvido, mas quem concluiu e pronunciou o veredito foi Tiago,
líder da Igreja de Jerusalém (At 15,13-21). Se o colégio tinha cabeça, essa
cabeça era Cristo, não um Apóstolo isolado. Santo Irineu, ao falar da
“principalidade” de Roma, reconhecia a importância moral e pastoral daquela
Igreja por causa de sua fidelidade antiga e não por um direito divino de
domínio sobre as demais. Ele cita Roma como exemplo de ortodoxia daquele tempo,
não como sede eterna de poder supremo.
O mesmo Irineu corrigiu bispos de Roma quando estes se
desviaram da caridade, o que prova que ele não via Roma como infalível. A frase
“Pedro falou pela boca de Leão” no Concílio de Calcedônia foi uma exclamação de
louvor ao conteúdo da carta de Leão, não uma canonização do papado. Tanto é que
o mesmo concílio limitou a pretensão romana, concedendo igual privilégio à Sé
de Constantinopla.
A verdadeira unidade da Igreja não depende de submissão
jurídica, mas de fidelidade espiritual e doutrinária. A comunhão com Cristo e
com a fé dos Apóstolos é o verdadeiro critério de unidade. O Espírito Santo não
está preso a Roma nem a nenhum trono terrestre.
As divisões que você menciona não nascem da ausência de um
Papa, mas do afastamento da verdade apostólica. A história mostra que Roma
também gerou cismas, abusos e desvios que obrigaram muitos a preservar a fé
fora de sua estrutura. Cristo é a cabeça da Igreja (Ef 1,22), e todos os que
permanecem na fé apostólica, nos sacramentos e na caridade participam de sua
unidade. Reduzir a salvação à submissão a uma sede específica é repetir o erro
dos fariseus, que achavam que Deus estava confinado ao Templo de Jerusalém.
Rezo pela unidade, sim — mas na verdade e na liberdade do Espírito, não na
imposição de uma jurisdição humana. Porque “fora de Cristo, ninguém se salva”,
e Cristo não é Roma: Ele é o Senhor de toda a Terra.
Apostolado 4
Senhor
“X”, Salve Maria.
Agradeço
mais uma vez por sua resposta e a oportunidade de estarmos debatendo sobre
estes assuntos.
De
fato, Cristo é a Cabeça da Igreja e nenhum Papa substitui Jesus.
Mas
note meu Caro “X” , como o Primado de Pedro é claríssimo nos textos da Sagrada
Escritura:
Pedro é o primeiro a
anunciar o Evangelho aos judeus (Atos, II, 14), a batizar os gentios (2, 41,
10, 48), a operar o primeiro milagre (3,1-8), a receber e curar os enfermos,
até com sua sombra (5, 15), a tomar a palavra no Concílio de Jerusalém, (15, 7)
Cristo falava Aramaico, em aramaico Pedro
e pedra são ambos Cefas (=pedra), Pedro foi o único Apostolo o qual foi trocado o nome Pedro (Jo 1,42);é o mais nomeado no Novo Testamento pelo menos 4
vezes a mais que São João. Que é sempre
o primeiro na lista dos Evangelistas (Mt 10,2-4,Mc 3,16-19,Lc 6,13-16);que só a Pedro,
O colégio apostólico existe, sim, mas como todo colégio precisa de uma cabeça,
Pedro foi colocado nessa missão.
No
Concílio de Jerusalém, a palavra decisiva foi a de Pedro! Ele falou primeiro e
deu a decisão. (At 15,7-11) e Tiago resume e propõe medidas práticas,
mas a decisão partiu da
intervenção de Pedro!
Quanto a Santo Irineu, ele afirma claramente que é necessário que toda Igreja
concorde com Roma por causa de sua principalidade. Isso vai além de honra: é
critério de ortodoxia:
“Com
esta Igreja [de Roma], por causa de sua mais poderosa principalidade, é
necessário que toda Igreja concorde, pois nela sempre foi conservada a tradição
apostólica.” (Adv. Haer. III,3,2).
E no
Concílio de Calcedônia, os bispos reconheceram que Pedro falava pela boca do
Papa Leão, aceitando Roma como referência doutrinal.
O
concílio aceitou o Famoso “Tomo do
Leão” como norma de fé contra a heresia monofisita, o que mostra
claramente a autoridade doutrinal de Roma.
Agora
Genésio, de fato alguns bispos em Calcedônia tentaram equiparar Constantinopla
a Roma no cânon 28, mas o Papa Leão Magno rejeitou esse artigo. A primazia de
Roma não depende de política imperial, mas da sucessão de Pedro Tanto que a
validade do Concílio de Calcedônia só foi reconhecida universalmente porque
Roma o ratificou...
É claro que papas são homens falhos, mas a infalibilidade não é impecabilidade!
A
Infalibilidade é a promessa de Cristo de que a Igreja não errará em matéria de
fé e moral (Mt 16,18; Jo 16,13).
Houve
papas fracos, pecadores e até políticos, mas nenhum definiu dogma contra a fé!
Você
estar correto quando diz que o Espírito sopra onde quer (Jo 3,8). Mas Cristo
estabeleceu meios visíveis de unidade!
Agora
Dizer: “não precisamos de Roma” é como
dizer: “não precisamos de um corpo,
basta a alma”. A fé cristã é encarnada,
tem sinais visíveis!
É
por isso que, como católico, não posso aceitar a ideia de que a Igreja pode
estar dividida em várias ‘sucessões paralelas’. A unidade que Cristo pediu é um
só rebanho e um só pastor (Jo 10,16), e essa unidade se realiza na comunhão com
Pedro e seus sucessores!
"Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do
céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos"(Atos 4,12) somente Cristo Salva.
Ele
é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o
Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em
todas as coisas (Col 1,18)
E aí meu caro, vamos nos
unir a este Corpo, juntamente com a cabeça?
Ad
Majorem Dei Gloriam,
EDGAR
LEANDRO DA SILVA
“Bispo” 5
Nobre
irmão em Cristo essa dialética é proveitosa porém cada um no seu caminho, o
senhor com o papa e eu com Cristo e assim seguimos ao encontro do mestre...
Respeito sua escolha.
Apostolado 5
Prezado
“x” , Salve Maria.
Também respeito sua posição e fico feliz que tenhamos podido dialogar
fraternalmente.
Apenas
recordo, com toda a caridade, que estar com o Papa não é estar separado de
Cristo, mas estar unido àquele a quem Cristo confiou o rebanho:
“Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,17).
Pedro
não fala em seu próprio nome, mas em nome de Cristo, e é exatamente isso que
garante a unidade da Igreja desde o princípio.
Caminhar
com o Papa é caminhar com Cristo e com a Igreja que Ele mesmo fundou (Mt
16,18).
Que
o Espírito Santo nos conceda um dia a plena comunhão na verdade e no amor.
E Como dizia Santo Agostinho: Roma locuta, causa
finita est.
A
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EDGAR LEANDRO DA SILVA









