Bispo 3
Senhor Edgar Leandro, Salve Cristo Rei.
Agradeço suas palavras e a devoção à unidade,
mas preciso responder com fidelidade à Escritura e à tradição dos Apóstolos. É
inegável que Cristo confiou a Pedro um papel de liderança entre os Doze (Mt
16,18; Lc 22,32; Jo 21,15-17), mas devemos compreender o sentido real dessa
primazia: serviço, testemunho e fortalecimento da fé dos irmãos, não monopólio
da graça ou exclusividade da sucessão apostólica.
Pedro nunca agiu sozinho; o Concílio de
Jerusalém (At 15) mostra claramente que as decisões da Igreja primitiva eram
colegiais e aprovadas pelo conjunto dos Apóstolos e anciãos. Quanto à alegação
de que Santo Irineu ou os concílios reconheceram Roma como central, é preciso
cuidado histórico. Irineu defendia a unidade da Igreja e citava Roma como
modelo de fé entre várias sedes apostólicas legítimas, não como única guardiã
da verdade.
O Concílio de Calcedônia reconheceu
privilégio de honra a Constantinopla, mostrando que a primazia não significa
monopólio de autoridade sobre todas as Igrejas. A sucessão apostólica não é um
título de propriedade romana: ela reside na continuidade da fé dos Apóstolos, na
reta celebração dos sacramentos e na fidelidade à missão de Cristo. Onde isso
existe, há verdadeira Igreja, mesmo sem obedecer a um Papa específico.
A comunhão com Roma pode ser sinal de unidade, mas nunca pode ser confundida com garantia absoluta da fidelidade apostólica. Reduzir Cristo à jurisdição de uma cidade é reduzir o Reino de Deus a interesses humanos. Rezo para que todos os cristãos compreendam que a verdadeira unidade não é uniformidade, mas fidelidade a Cristo e à missão que Ele confiou aos Doze e a seus sucessores legítimos, onde quer que estejam.
Ad maiorem Dei gloriam,
Apostolado 3:
Senhor X , Salve Maria.
Agradeço
sua resposta e reconheço que o primado de Pedro é de serviço, como o próprio
Cristo ensinou. Mas o serviço *não exclui autoridade:* quando Jesus deu a Pedro
as chaves do Reino (Mt 16,19), Ele o constituiu administrador visível de sua
Igreja, *não apenas símbolo...*
No
Concílio de Jerusalém (At 15), a decisão foi colegial, mas Pedro foi o primeiro
a falar e a dar a direção, mostrando que o colégio apostólico tem cabeça, *tem
autoridade!*
Santo
Irineu, já no século II, dizia que era necessário que toda Igreja concordasse
com Roma, por causa de sua principalidade (Ele não fala isso de Antioquia, nem
de Jerusalém, nem de Alexandria. Só de Roma!) E no Concílio de Calcedônia,
conforme expliquei anteriormente os bispos exclamaram: ‘Pedro falou pela boca
de Leão’. Isso mostra que Roma não era só honra, mas critério de fé!
A
sucessão apostólica se conserva na fé e nos sacramentos, mas a unidade visível
da Igreja passa pela comunhão com Pedro, que Cristo mesmo instituiu como sinal
de unidade (Lc 22,32; Jo 21,15-17). Sem isso, a fé corre o risco de se
fragmentar em múltiplos grupos, como já aconteceu tantas vezes.
Assim,
não reduzimos Cristo a Roma, mas reconhecemos que Roma, na pessoa do Papa, é o
instrumento que Cristo quis usar para confirmar os irmãos na fé.
Sem
Pedro meu caro X, cada grupo se declara “sucessor dos Apóstolos” e acabamos em divisões como acontece nas
Igrejas independentes, ditas Católicas, a qual o senhor faz parte por exemplo e
que não reconhece a autoridade do Papa!
Rezemos
pela Unidade dos Cristãos á única Igreja de Cristo que é a Igreja Católica
Apostólica Romana, Fora da Qual para ninguém há Salvação.
Ad
Majorem Dei Gloriam,
EDGAR
LEANDRO DA SILVA
Continua...








