domingo, 12 de abril de 2020

IGREJA: MENSAGEM URBI ET ORBI DO PAPA FRANCISCO PÁSCOA 2020


MENSAGEM URBI ET ORBI
DO PAPA FRANCISCO
PÁSCOA 2020
Basílica Vaticana
Domingo, 12 de abril de 2020





Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Hoje ecoa em todo o mundo o anúncio da Igreja: «Jesus Cristo ressuscitou»; «ressuscitou verdadeiramente»! 

Como uma nova chama, se acendeu esta Boa Nova na noite: a noite dum mundo já a braços com desafios epocais e agora oprimido pela pandemia, que coloca a dura prova a nossa grande família humana. Nesta noite, ressoou a voz da Igreja: «Cristo, minha esperança, ressuscitou!» (Sequência da Páscoa).

É um «contágio» diferente, que se transmite de coração a coração, porque todo o coração humano aguarda esta Boa Nova. É o contágio da esperança: «Cristo, minha esperança, ressuscitou!» Não se trata duma fórmula mágica, que faça desvanecerem-se os problemas. Não! A ressurreição de Cristo não é isso. Mas é a vitória do amor sobre a raiz do mal, uma vitória que não «salta» por cima do sofrimento e da morte, mas atravessa-os abrindo uma estrada no abismo, transformando o mal em bem: marca exclusiva do poder de Deus.

O Ressuscitado é o Crucificado; e não outra pessoa. Indeléveis no seu corpo glorioso, traz as chagas: feridas que se tornaram frestas de esperança. Para Ele, voltamos o nosso olhar para que sare as feridas da humanidade atribulada.

Hoje penso sobretudo em quantos foram atingidos diretamente pelo coronavírus: os doentes, os que morreram e os familiares que choram a partida dos seus queridos e por vezes sem conseguir sequer dizer-lhes o último adeus.

O Senhor da vida acolha junto de Si no seu Reino os falecidos e dê conforto e esperança a quem ainda está na prova, especialmente aos idosos e às pessoas sem ninguém. Não deixe faltar a sua consolação e os auxílios necessários a quem se encontra em condições de particular vulnerabilidade, como aqueles que trabalham nas casas de cura ou vivem nos quartéis e nas prisões.

Para muitos, é uma Páscoa de solidão, vivida entre lutos e tantos incómodos que a pandemia está a causar, desde os sofrimentos físicos até aos problemas económicos.

Esta epidemia não nos privou apenas dos afetos, mas também da possibilidade de recorrer pessoalmente à consolação que brota dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia e da Reconciliação. Em muitos países, não foi possível aceder a eles, mas o Senhor não nos deixou sozinhos! Permanecendo unidos na oração, temos a certeza de que Ele colocou sobre nós a sua mão (cf. Sal 139/138, 5), repetindo a cada um com veemência: Não tenhas medo! «Ressuscitei e estou contigo para sempre» (cf. Missal Romano).

Jesus, nossa Páscoa, dê força e esperança aos médicos e enfermeiros, que por todo o lado oferecem um testemunho de solicitude e amor ao próximo até ao extremo das forças e, por vezes, até ao sacrifício da própria saúde. Para eles, bem como para quantos trabalham assiduamente para garantir os serviços essenciais necessários à convivência civil, para as forças da ordem e os militares que em muitos países contribuíram para aliviar as dificuldades e tribulações da população, vai a nossa saudação afetuosa juntamente com a nossa gratidão.

Nestas semanas, alterou-se improvisamente a vida de milhões de pessoas. Para muitos, ficar em casa foi uma ocasião para refletir, parar os ritmos frenéticos da vida, permanecer com os próprios familiares e desfrutar da sua companhia. Mas, para muitos outros, é também um momento de preocupação pelo futuro que se apresenta incerto, pelo emprego que se corre o risco de perder e pelas outras consequências que acarreta a atual crise. Encorajo todas as pessoas que detêm responsabilidades políticas a trabalhar ativamente em prol do bem comum dos cidadãos, fornecendo os meios e instrumentos necessários para permitir a todos que levem uma vida digna e favorecer – logo que as circunstâncias o permitam – a retoma das atividades diárias habituais.

Este não é tempo para a indiferença, porque o mundo inteiro está a sofrer e deve sentir-se unido ao enfrentar a pandemia. Jesus ressuscitado dê esperança a todos os pobres, a quantos vivem nas periferias, aos refugiados e aos sem abrigo. Não sejam deixados sozinhos estes irmãos e irmãs mais frágeis, que povoam as cidades e as periferias de todas as partes do mundo. Não lhes deixemos faltar os bens de primeira necessidade, mais difíceis de encontrar agora que muitas atividades estão encerradas, bem como os medicamentos e sobretudo a possibilidade duma assistência sanitária adequada. Em consideração das presentes circunstâncias, sejam abrandadas também as sanções internacionais que impedem os países visados de proporcionar apoio adequado aos seus cidadãos e seja permitido a todos os Estados acudir às maiores necessidades do momento atual, reduzindo – se não mesmo perdoando – a dívida que pesa sobre os orçamentos dos mais pobres.

Este não é tempo para egoísmos, pois o desafio que enfrentamos nos une a todos e não faz distinção de pessoas. Dentre as muitas áreas do mundo afetadas pelo coronavírus, penso de modo especial na Europa. Depois da II Guerra Mundial, este Continente pôde ressurgir graças a um espírito concreto de solidariedade, que lhe permitiu superar as rivalidades do passado. É muito urgente, sobretudo nas circunstâncias presentes, que tais rivalidades não retomem vigor; antes, pelo contrário, todos se reconheçam como parte duma única família e se apoiem mutuamente. Hoje, à sua frente, a União Europeia tem um desafio epocal, de que dependerá não apenas o futuro dela, mas também o do mundo inteiro. Não se perca esta ocasião para dar nova prova de solidariedade, inclusive recorrendo a soluções inovadoras. Como alternativa, resta apenas o egoísmo dos interesses particulares e a tentação dum regresso ao passado, com o risco de colocar a dura prova a convivência pacífica e o progresso das próximas gerações.

Este não é tempo para divisões. Cristo, nossa paz, ilumine a quantos têm responsabilidades nos conflitos, para que tenham a coragem de aderir ao apelo a um cessar-fogo global e imediato em todos os cantos do mundo. Este não é tempo para continuar a fabricar e comercializar armas, gastando somas enormes que deveriam ser usadas para cuidar das pessoas e salvar vidas. Ao contrário, seja o tempo em que finalmente se ponha termo à longa guerra que ensanguentou a amada Síria, ao conflito no Iémen e às tensões no Iraque, bem como no Líbano. Seja este o tempo em que retomem o diálogo israelitas e palestinenses para encontrar uma solução estável e duradoura que permita a ambos os povos viverem em paz. Cessem os sofrimentos da população que vive nas regiões orientais da Ucrânia. Ponha-se termo aos ataques terroristas perpetrados contra tantas pessoas inocentes em vários países da África.

Este não é tempo para o esquecimento. A crise que estamos a enfrentar não nos faça esquecer muitas outras emergências que acarretam sofrimentos a tantas pessoas. Que o Senhor da vida Se mostre próximo das populações da Ásia e da África que estão a atravessar graves crises humanitárias, como na Região de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Acalente o coração das inúmeras pessoas refugiadas e deslocadas por causa de guerras, seca e carestia. Proteja os inúmeros migrantes e refugiados, muitos deles crianças, que vivem em condições insuportáveis, especialmente na Líbia e na fronteira entre a Grécia e a Turquia. E não quero esquecer a ilha de Lesbos. Faça com que na Venezuela se chegue a soluções concretas e imediatas, destinadas a permitir a ajuda internacional à população que sofre por causa da grave conjuntura política, socioeconómica e sanitária. 

Queridos irmãos e irmãs,

Verdadeiramente palavras como indiferença, egoísmo, divisão, esquecimento não são as que queremos ouvir neste tempo. Mais, queremos bani-las de todos os tempos! Aquelas parecem prevalecer quando em nós vencem o medo e a morte, isto é, quando não deixamos o Senhor Jesus vencer no nosso coração e na nossa vida. Ele, que já derrotou a morte abrindo-nos a senda da salvação eterna, dissipe as trevas da nossa pobre humanidade e introduza-nos no seu dia glorioso, que não conhece ocaso.

Com estas reflexões, gostaria de vos desejar a todos uma Páscoa feliz.

domingo, 5 de abril de 2020

COMENTÁRIOS: COMO FAZER EXAME DE CONSCIÊNCIA?




Por Edgar Leandro da Silva e Justiciano

Prezados Amigos e Amigas, Salve Maria. 

Recebi de um amigo, um artigo que fala sobre a importância de como devemos e podemos fazer um bom exame de consciência e assim possamos nos confessar bem.

achei importante postar aqui sobre o assunto com a devida autorização do mesmo, tendo em vista que muitos Católicos hoje terem justamente esta dificuldade de fazer um devido exame de consciência. Acredito que este artigo irá ajudar a todos aqueles(as) que tem esta dificuldade. Vale a pena conferir!


Antes da confissão


Como fazer o exame de consciência? Muitos encontram dificuldades para fazê-lo, assim, apresentarei abaixo um esquema que pode ajudar, faça essas perguntas a si mesmo, e responda com sinceridade, se precisar anote para o momento da confissão.

Primeiro são perguntas "gerais" mais abaixo são mais "específicas".


Se vcs não podem ler tudo agora, salvem o texto, a publicação ou algo do tipo, o sacramento da confissão é extremamente importante.

1 A minha vida está realmente orientada para Deus?

2 Eu o amo verdadeiramente como filho?

3 Eu o demonstro observando fielmente o seu mandamento?

4 Deixo-me absorver excessivamente pelas coisas (dinheiro, trabalho, família...)?

5 Professo com coragem em cada ambiente a minha fé cristã?

6 Creio no amor de Deus que me guia e sustenta mesmo nos momentos difíceis da minha vida?

7 Tenho construído minha vida sobre a fé, ou tenho recorrido a formas de magias (espiritismo, supersticões, leitura de cartas e de mãos...)?

8 Nas orações me dirijo a Ele como um Pai bondoso e misericordioso?

9 Rezo somente quando preciso de ajuda, ou, frequentemente, dou graças a Deus pelos muitos sinais do seu amor?

10 Blasfemei ou dirigi palavras irrelevantes ao Senhor, a Nossa Senhora, aos Santos ou a Santa Igreja?

11 Tenho santificado os dias festivos participando ativamente da Santa Missa?

12 Cuido da minha formação cristã?

13 Dedico um pouco de tempo a leitura do evangelho?

14 Aproximo-me regularmente dos sacramentos da reconciliação e da comunhão com as devidas disposições de paz com Deus e com o próximo?

15 Os outros são para mim o próximo segundo o Evangelho?

16 Tenho respeito à vida e a liberdade dos outros, de qualquer raça, nacionalidade e cor?

17 Ajudo os mais fracos: doentes, deficientes, idosos, crianças, pobres?

18 Tenho defendido a vida dos outros, daqueles que ainda vão nascer?

19 Tenho causado, procurado, ou aconselhado o aborto?

20 Tenho julgado segundo minhas próprias convicções e falhas, pensado mal ou falado mal dos outros?

21 Tenho nutrido sentimentos de rancor, ódio, inveja ou ciúmes?

22 Deixo-me vencer facilmente pelo nervosismo, pela ira?

23 Tenho disponibilidade para perdoar?

24 Sou sincero e leal nós pensamentos, nas palavras e nas atitudes?

25 Tenho mentido, ou escondido a verdade?

26 Causei danos à honra dos outros, caluniei, ou tenho difundido fofocas sem ainda ter reparado?

27 Sou grato a Deus pelo dom da vida?

28 Tenho cuidado da minha saúde, moderando-me na comida, na bebida ou no fumo?

29 Tenho feito uso de drogas?

30 Como tem sido a minha aceitação da doença e do sofrimento?

31 Tenho protegido meus sentidos e evitado ocasiões, companhias, leituras, espetáculos ou obras que induzem ao mal?

32 Tenho sido motivo de escândalo para os outros com meu comportamento pouco modesto?

33 Sou soberbo? Obstinado? Vaidoso? Preguiçoso?

34 Sou uma pessoa de caráter ou me deixo influenciar pelas opiniões de outros?

35 Tenho tido coragem de viver e testemunhar os valores nos quais acredito (valores da fé cristã)?

Agora vem as perguntas específicas


FILHOS


- Tenho respeitado meus pais?
- Tenho me envergonhado deles porque não são suficientemente ricos ou cultos?
- Tenho me recusado a prestar-lhes a devida ajuda?
- Tenho abandonado-os sem auxíliá-los em sua velhice, na doença ou nas necessidades?


PAIS


- Tenho educado meus filhos no amor de Deus e no amor ao próximo?
- Tenho os orientado com exemplos e palavras?
- Sou capaz de corrigi-los com amor e ao mesmo com firmeza?
-Preocupo-me com a formação religiosa e civil deles?
- Tenho respeitado suas justas exigências e justa autonomia?
- Sei dialogar com eles?

CASAIS


- As relações com minha/meu mulher/marido são fundamentadas no respeito mútuo?
- Existe sempre abertura generosa à vida?
- Tenho traído a fidelidade conjugal?
- Sou atento às necessidades de minha/meu mulher/marido compartilhando com ela/ele alegrias e dores, projetos e preocupações, seguindo os preceitos da fé, e a vontade que Deus para o casamento?

NAMORADOS/NOIVOS


- Preparo-me seriamente para formar uma família cristã?
- Pequei contra a castidade com pensamentos, desejos, propósitos, palavras e atos?
- Sou fiel a minha noiva/ao meu noivo?
- Tive relações sexuais antes do casamento?
- Convivo ou tenho plano de viver com meu noivo/ minha noiva, mesmo se por pouco tempo, sem estar casada(o) com ele/ela na Igreja?

COMPROMISSOS RELIGIOSOS


- Participo da vida do bairro e da paróquia ou limito-me somente a criticar o trabalho dos outros?
- Dou a minha contribuição em favor das missões ou dia necessitados em geral?
- Aceito com alegria as normas de jejum e penitência em reparação dos meus pecados?
- Respeito as autoridades e obedeço às normas religiosas, familiares, escolares e sócias?

COMPROMISSOS SOCIAIS


- Sou honesto no meu trabalho?
- Tenho roubado?
- Tenho descuidado de restituir ou de reparar danos?
- Tenho respeitado os acordos estabelecidos com os outros?
- Tenho trabalhado pelos direitos dos outros e por uma sociedade mais justa?
- Tomo como desculpa: " todos fazem assim", para não pagar impostos, para me aproveitar das estruturas públicas, das recomendações, gorjetas e subornos?
- Sirvo-me da desonestidade dos outros para justificar a minha?
- Aproveito-me do cargo que ocupo para causar sofrimentos, ameaças ou extorsões?
- Ponho em perigo a vida dos outros dirigindo de maneira errada, imprudente, arriscada?
- Respeito o meio ambiente e as leis que regulam a convivência civil?

Tentei listar as principais perguntas que geram pecados, se eu fosse listar de todos os pecados do mundo, seria uma lista sem fim, portanto, tentei listas os principais.

"Felizes os que choram, porque serão consolados."
"Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino do Céu."

Mais tarde e nos próximos dias postarei outras coisas sobre confissão, como se confessar, o que fazer durante e após, e a importância da confissão.
Desculpem eventuais erros de ortografia.
Espero ter ajudado , caso alguém tenha alguma dúvida, pode perguntar no post que responderei, se eu não souber, vou pesquisar para lhe ajudar, fiquem com Deus, Salve Maria!

FONTES: Catecismo Maior de São Pio X;
Livro: Confessar-se como e porque? Monsenhor Jonas Abib.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

MENSAGEM URBI ET ORBI DO PAPA FRANCISCO NATAL 2019



Por Papa Francisco
«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Nesta noite, do ventre da mãe Igreja, nasceu de novo o Filho de Deus feito homem. O seu nome é Jesus, que significa Deus salva. O Pai, Amor eterno e infinito, enviou-O ao mundo, não para condenar o mundo, mas para o salvar (cf. Jo 3, 17). O Pai no-Lo deu, com imensa misericórdia; deu-O para todos; deu-O para sempre. E Ele nasceu como uma chamazinha acesa na escuridão e no frio da noite.

Aquele Menino, nascido da Virgem Maria, é a Palavra de Deus que Se fez carne; a Palavra que guiou o coração e os passos de Abraão rumo à terra prometida, e continua a atrair aqueles que confiam nas promessas de Deus; a Palavra que guiou os judeus no caminho desde a escravidão à liberdade, e continua a chamar os escravos de todos os tempos, incluindo os de hoje, para sairem das suas prisões. É Palavra mais luminosa do que o sol, encarnada num pequenino filho de homem, Jesus, luz do mundo.

Por isso, o profeta exclama: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1). É verdade que há trevas nos corações humanos, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nas relações pessoais, familiares, sociais, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nos conflitos económicos, geopolíticos e ecológicos, mas é maior a luz de Cristo.

Que Jesus Cristo seja luz para tantas crianças que padecem a guerra e os conflitos no Médio Oriente e em vários países do mundo; seja conforto para o amado povo sírio, ainda sem o fim à vista das hostilidades que dilaceraram o país nesta década; sacuda as consciências dos homens de boa vontade; inspire hoje os governantes e a comunidade internacional, para encontrar soluções que garantam a segurança e a convivência pacífica dos povos da Região e ponham termo aos seus sofrimentos indescritíveis; seja sustentáculo para o povo libanês, para poder sair da crise atual e redescobrir a sua vocação de ser mensagem de liberdade e coexistência harmoniosa para todos.
Que o Senhor Jesus seja luz para a Terra Santa, onde Ele nasceu, Salvador do homem, e onde continua a expectativa de tantos que, apesar de cansados mas sem se perder de ânimo, aguardam dias de paz, segurança e prosperidade; seja consolação para o Iraque, atravessado por tensões sociais, e para o Iémen, provado por uma grave crise humanitária.

Que o Menino pequerrucho de Belém seja esperança para todo o continente americano, onde várias nações estão a atravessar um período de convulsões sociais e políticas; revigore o querido povo venezuelano, longamente provado por tensões políticas e sociais, e não lhe deixe faltar a ajuda de que precisa; abençoe os esforços de quantos se empenham em favorecer a justiça e a reconciliação e trabalham para superar as várias crises e as inúmeras formas de pobreza que ofendem a dignidade de cada pessoa.

Que o Redentor do mundo seja luz para a querida Ucrânia, que aspira por soluções concretas para uma paz duradoura.

Que o Senhor recém-nascido seja luz para os povos da África, onde perduram situações sociais e políticas que, frequentemente, obrigam as pessoas a emigrar, privando-as duma casa e duma família; haja paz para a população que vive nas regiões orientais da República Democrática do Congo, martirizada por conflitos persistentes; seja conforto para quantos padecem por causa das violências, calamidades naturais ou emergências sanitárias; dê consolação a todos os perseguidos por causa da sua fé religiosa, especialmente os missionários e os fiéis sequestrados, e para quantos são vítimas de ataques de grupos extremistas, sobretudo no Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria.

Que o Filho de Deus, descido do Céu à terra, seja defesa e amparo para todos aqueles que, por causa destas e outras injustiças, devem emigrar na esperança duma vida segura. É a injustiça que os obriga a atravessar desertos e mares, transformados em cemitérios; é a injustiça que os obriga a suportar abusos indescritíveis, escravidões de todo o género e torturas em campos de detenção desumanos; é a injustiça que os repele de lugares onde poderiam ter a esperança duma vida digna e lhes faz encontrar muros de indiferença.

Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida. Enterneça o nosso coração frequentemente endurecido e egoísta e nos torne instrumentos do seu amor. Através dos nossos pobres rostos, dê o seu sorriso às crianças de todo o mundo: às crianças abandonadas e a quantas sofreram violências. Através das nossas frágeis mãos, vista os pobres que não têm nada para se cobrir, dê o pão aos famintos, cuide dos enfermos. Pela nossa frágil companhia, esteja próximo das pessoas idosas e de quantas vivem sozinhas, dos migrantes e dos marginalizados. Neste dia de festa, dê a todos a sua ternura e ilumine as trevas deste mundo.

Queridos irmãos e irmãs!

Renovo os meus votos dum Natal feliz para todos vós que, vindos dos quatro cantos da Terra, vos encontrais nesta Praça [de São Pedro] e para quantos nos acompanham pela rádio, televisão e restantes meios de comunicação. Obrigado pela vossa presença, neste dia de alegria.
Todos somos chamados a dar esperança ao mundo anunciando, por palavras e sobretudo com o testemunho da nossa vida, que nasceu Jesus, nossa paz.

Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço de Natal! Até à vista.

FONTE:http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/urbi/documents/papa-francesco_20191225_urbi-et-orbi-natale.html

domingo, 22 de dezembro de 2019

MENSAGEM DE NATAL DE ANO NOVO DO APOSTOLADO DEFESA CATÓLICA E DE SEUS AMIGOS E AMIGAS.


Por Edgar Leandro da Silva e os Amigos de Nosso Apostolado
                                          Prezados Irmãos e Irmãs,Salve Maria.
Este ano, o nosso Apostolado Defesa católica, estará postando a sua mensagem de natal, e em seguida, será também postada a mensagem de Natal de Nossos amigos e amigas que foi solicitada para os mesmos.
A mensagem de natal de Nosso Apostado, terá como título: “Onde Puseram o Menino Jesus”? Esta mensagem, foi postada recentemente no site do Padre Paulo Ricardo, onde quem quizer pode também conferir no seguinte link:
ONDE PUSERAM O MENINO JESUS?



Antes que comece o Natal, e as trocas de presentes em família, antes que todos comecem a fazer festa, permitam-nos apregoar em voz alta, permitam-nos colar cartazes com “procura-se”, permitam-nos denunciar que roubaram o Menino Jesus!
Gostaríamos muito que se tratasse apenas de uma anedota, como no tal Natal de Ângela, em que uma mocinha “rouba” de uma igreja a imagem do Divino Infante só porque achava, em sua inocência, que o menino estava com frio e precisava agasalhar-se. Mas não... Estamos diante de um roubo criminoso, sem arrependimento e intenção alguma de restituição. Roubaram o Menino Jesus e, poderíamos dizer com o Evangelho, “não sabemos onde o puseram” (Jo 20, 2).
Roubaram o Menino Jesus do ambiente público, no qual Ele sempre teve lugar de destaque, especialmente nesta época do ano. Os enfeites natalinos nas praças, comércios e repartições públicas incluem Papais Noéis, renas voadoras, árvores decoradas, mas o presépio cristão está cada vez mais difícil de encontrar. Em muitos lugares, especialmente na Europa, hoje tomada por muçulmanos, os termos natalinos cristãos são banidos em nome da tolerância e do respeito às outras religiões. O “Feliz Natal” de sempre há muito que se converteu em um vago e laico “Boas Festas” (ou Férias). O acontecimento histórico que deu origem à celebração foi reduzido a um artigo de fé meramente privada, de forma que, se uma pessoa quiser passar essa época do ano sem ouvir uma única vez o nome de Jesus (dependendo, é claro, dos ambientes que ela frequenta ou deixa de frequentar), o certo é que não terá muitas dificuldades em fazê-lo.
Roubaram o Menino Jesus do seio de nossas famílias trocando orações, novenas e idas à Missa por começões, bebedeiras e visitas ao shopping. O Natal se converteu quase que literalmente em uma “magia”: é preciso rir ainda que não se saiba por quê, é preciso festejar ainda que não se saiba o quê, é preciso seguir em frente ainda que não se saiba para onde. Pois foi roubado o Único que poderia dar real sentido à celebração, e verdadeira felicidade aos que celebram.
Roubaram o Menino Jesus de nossas casas, onde Ele deveria ocupar uma posição toda especial, ensinando às crianças que Deus, dois mil anos atrás, escolheu descer à baixeza e inocência delas. 
Mas que criançasse também elas foram roubadas dos lares, antes mesmo de serem concebidas, trocadas pelas mais novas tecnologias do momento, pelo último lançamento de um carro e pelas viagens anuais à praia? Que crianças, se as famílias modernas decidiram não as ter e, se as tiveram, já cuidaram de sacrificá-las impiedosamente ao mundo, deixando que consumissem tudo o que ele lhes oferece, e que lhes fosse roubada desde cedo justamente a inocência que fazia delas crianças? Se todas as vezes que alguém recebesse uma criança, receberia o próprio Senhor, como Ele mesmo declarou (cf. Mt 18, 5), não é verdade que nossa aversão aos filhos é também uma aversão ao próprio Jesus? Que a recusa dos casais em serem fecundos impede que o próprio Menino Jesus nasça em suas casas?
Roubaram o Menino Jesus também de nossas igrejas, e isso nunca se poderá deplorar o suficiente. Primeiro, tiraram-no dos cibórios para o atirarem ao chão, porque não trataram com zelo o Santíssimo Sacramento. Depois, substituíram a celebração do Deus que se fez criança para nossa salvação por uma celebração grotesca do próprio “eu”. Nossas liturgias estão cada vez mais voltadas para o homem e menos centradas nEle. As pessoas sequer sabem direito o que estão fazendo na Missa, perdidas em meio aos teatros, às dancinhas e às músicas cada vez mais barulhentas dos “ministérios”, às criatividades cada vez mais absurdas dos celebrantes e às palmas cada vez mais efusivas do “auditório”. O padre fala com o povo, o povo fala com o padre, mas com Deus mesmo ninguém fala.
Roubaram o Menino Jesus, isso é triste; roubaram-no, mas ninguém se deu conta, e isso é pior ainda.
Repetimos acima a frase de Santa Maria Madalena, que não sabia onde haviam colocado o Senhor, mas agora não é o caso: nós sabemos onde o Menino Jesus está. A doutrina católica diz que, numa alma que crê e está em estado de graça, habita a Santíssima Trindade como um amigo. Pela fé, portanto, sabemos onde se esconde o Deus menino: Ele se encontra em toda alma que procura amá-lo e cumprir com os seus mandamentos. 
Talvez seja ao redor dessas almas que devamos celebrar o nosso Natal, ao redor de amigos que buscam a Deus. Mas se, infelizmente, as circunstâncias fazem com que nossas famílias, com quem passaremos esses dias, ainda estejam distantes de Cristo, que nossas conversas e nosso modo de viver possam despertar em seus corações a ânsia de procurar pelo Menino que há tanto tempo foi roubado de seus corações… sem que eles sequer lhe tenham notado a ausência. ( todos os destaques são da equipe do site do Padre Paulo ricardo)
Esta foi a mensagem de natal e ano novo de Nosso Apostolado Defesa Católica, a qual também foi postada no site do Padre Paulo Ricardo.  Que por meio desta reflexão crítica, possamos todos nós, rezarmos, e agirmos para que o menino Jesus, jamais seja “roubado” de nossos Lares, de nossa vida!
A seguir, estaremos postando a mensagem de natal e ano novo, e também a foto de nossos amigos e amigas!
Para começar a foto e a mensagem de Nosso Coordenador, Edgar Leandro da Silva:



Em seguida, a mensagem de nosso irmão e amigo,Paulo Luiz:






Em seguida, a mensagem de nossa  irmã, Luciclécia:
Também tem a foto e a mensagem de  Nossa amiga e irmã, Teóloga Ana Lúcia:



“Jesus Cristo, estar chegando...na data mais bonita do ano,e uma das datas mais importantes da Fé católica, O natal. Deve-se estar se preparando em oração, para receber o menino Deus. Que Jesus abençõe a todos neste natal,mais um natal né? E que Jesus proteja todas as famílias do mundo inteiro, que proteja muito o nosso Blog, na Fé Católica,que ele abençõe o senhor Edgar,abençõe também a todos os outros membros,e eu tenho muita alegria em participar,junto com vocês irmãos e irmãs”
Também a nossa irmão e amiga Millena Sther, deixou a sua mensagem:

E Maria Quitéria também enviou sua  mensagem e foto:



Em Nome do Apostolado Defesa Católica, agradeço a todos e todas que enviaram as suas respectivas mensagem e até as fotos. Que o menino Deus, que mais uma vez, vasi nascer em nossas vidas em nossos corações, possam abençõar a cada um de vocês.
Ad Majorem Dei Gloriam,
EDGAR LEANDRO DA SILVA -COORDENADOR

domingo, 15 de dezembro de 2019

VÍDEO DO APOSTOLADO: BALANÇO DO APOSTOLADO DEEFSA CATÓLICA 2019/2020


Prezados Irmãos e Irmãs,Salve Maria!

Neste Vídeo estaremos realizando mais um  “Balanço do Apostolado Defesa Católica”, e o que seria isso? É destacar algumas coisas que foram realizadas pelo Apostolado Defesa católica em 2019, e o que poderá vir no ano 2020!


domingo, 8 de dezembro de 2019

RESPOSTAS CATÓLICAS: "Tenho uma duvida sobre a fé católica no sentido tambem do dom de linguas manifestado na RCC. Obrigado"


Image result for dom de linguas

Prezado Diego, Salve Maria!

Antes de mais nada, agradeço pelo seu e-mail e pergunta.

A Santa Igreja sempre interpretou a passagem bíblica do “dom de línguas” no dia de Pentecostes, como sendo a descrição da graça recebida pelos Apóstolos de falarem línguas de outros povos sem as ter estudado e aprendido antes, com o fim de facilitar-lhes a pregação do Evangelho. Graça esta repetida na vida de alguns santos, como Santo Antônio de Pádua e São Vicente Ferrer, por exemplo.

O dom de línguas, os Apóstolos o receberam, para serem entendidos por todos os que os ouviam. Assim, nos Atos dos Apóstolos, se conta que São Pedro, no dia de Pentecostes, falou a uma multidão de pessoas de raças e línguas diferentes, e todos o entenderam. Também um outro santo, São Francisco Xavier falava em espanhol, e os que estavam presentes o ouviam cada um em sua língua pessoal: os árabes, em árabe; os persas, em persa; os turcos, em turco, e assim por diante. O dom de línguas, nesse caso, tinha utilidade, e o milagre era "audível".

Infelizmente meu caro Diego, Não todos, mas muitos carismáticos alegam que recebem e possuem os mesmos carismas que o Espírito Santo difundiu em larga escala no nício do Cristianismo. Entretanto, já no tempo de São Paulo houve abusos e ilusões com falsos carismas de línguas. Por isso São Paulo, na I carta aos Coríntios, previne os cristãos de que "o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em atos" (I Cor. 4, 20)

O mesmo São Paulo confirma esta ideia, pouco depois, na mesma Primeira Carta aos Coríntios, quando adverte:

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa, ou como um címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e tivesse toda a fé, até o ponto de transportar montes, se não tivesse caridade, não sou nada" (I Cor. 13, 1 - 2).

Não existe uma legislação da Santa Sé que verse sobre o uso do dom de línguas. O que existe conforme foi citado acima, as palavras de São Paulo e alguma orientação da CNBB.

Entre os dias 22 a 25 de Novembro de 1994, um Conselho Permanente realizou a 34ª Reunião Ordinária formado por uma comissão episcopal composta de Padres, teólogos e assessores da Renovação Carismática onde foi revisado e reelaborado duas vezes um documento chamado: “Documento 53” onde em seu número 62, diz o seguinte:

62. Orar e Falar em Línguas: O Destinatário da oração em línguas é o próprio Deus, por ser uma atitude da pessoa absorvida em conversa particular com Deus. O destinatário do falar em línguas é a comunidade. São Paulo nos ensina: “Numa assembleia prefiro dizer cinco palavras com a minha inteligência para instruir também aos outros a dizer dez mil palavras em línguas” (I Cor 14,19)

Como é difícil discernir, na prática, entre a inspiração do Espírito Santo e os apelos do animador do grupo reunido, não se incentive a chamada oração em línguas e nunca se fale em línguas sem que haja um intérprete”

A oração em línguas é algo de bom, esta é a primeira consideração a ser feita. Ela está nas Sagradas Escrituras e foi corroborada por São Paulo, porém, existe um problema: o dom de línguas é, ao mesmo tempo, um carisma que está mais voltado para a santificação pessoal e uma prática mais privada. São Paulo deixa intuir que se trata de uma realidade pessoal, privada e, portanto, algo inadequado para assembleias.
Espero ter ajudado,
Ad Majorem Dei Gloriam,
EDGAR LEANDRO DA SILVA
P.S ESTA RESPOSTA PODERÁ SER ALTERADA

domingo, 1 de dezembro de 2019

RESPOSTAS CATÓLICAS:” Pq nós Católicos adoramos o Corpo de Cristo? Se a bíblia diz tomai e comei tomai e bebei fazei isso em minha memória. Ele não mandou adorar seu corpo e sangue”




Prezada “X”,Salve Maria!

Antes de mais nada gostaria de agradecer a sua pergunta,caso não se importe,ela poderá ser postada em nosso Blog,juntamente com o seu nome.

Ora minha cara, a Hóstia se torna o Corpo de Cristo durante a Santa Missa,mais precisamente no momento da consagração, aonde o sacerdote após invocar o Espírito Santo sobre as espécies do pão e do vinho, pronuncia as palavras que Nosso Senhor Jesus Cristo pronúnciou na última ceia, e que você cita inclusive em sua pergunta:

“...‘Tomai e comei, isto é o meu corpo’. Depois, tomou um cálice e, dando graças, deu-lho dizendo: ‘bebei dele todos vós, pois isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que é derramado por muitos para a remissão dos pecados.” (Mt 26,26-28, destaques são meus)

E então eleva, cada uma por vez, a hóstia e o cálice. A prática de mostrar à assembléia o Corpo e o Sangue de Cristo na elevação estabeleceu-se para afirmar a presença real de Jesus e refutar as heresias que a negavam. Finalizando esse momento, e antes de retomar a Oração Eucarística, o sacerdote pronuncia: “Eis o mistério da fé”.

Nesse momento já não há mais pão e vinho sobre o altar: tornaram-se o Corpo e o Sangue de Cristo!

O Catecismo Maior de São Pio X, ensina também:

A Santa Eucaristia deve ser adorada por todos,porque nela contém verdadeira,real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Senhor(Catecismo Maior de São Pio X,619,grifos meus)

E também:

Tanto nas espécies do pão como debaixo das espécies do vinho após a consagração na Santa Missa, está Jesus Cristo vivo e todo inteiro em seu corpo,sangue,alma e divindade” (Catecismo Maior de São Pio X,610)

De Fato Nosso Senhor,na última ceia,não nos mandou adorar seu corpo e sangue de forma explicita,mas implicitamente SIM!  Isso porque Jesus Cristo é Deus também, Segunda pessoa da Santissima Trindade!

Note que na Sagrada Escritura, também não existe a palavra: “Trindade” mas que não deixa de ser uma verdade implícita também!

Logo,minha cara, Se Cristo é Deus, devemos adorá-lo sempre e em qualquer Lugar!

Espero ter ajudado,

Ad Majorem Dei Gloriam,

EDGAR LEANDRO DA SILVA

P.S ESTA RESPOSTA PODERÁ SER ALTERADA.