Prezados Irmãos e Irmãs, Salve Maria.
Um Tal de “Grupo
Apologética Espírita” conhecida pela sigla: “GAE” publicou há um tempo atrás o
seguinte artigo: “A Igreja (Católica) não condenou a Reecarnação” segue o link
abaixo do artigo completo:
https://apologiaespirita.com.br/a-igreja-nao-condenou-a-reencarnacao/
O Referido
artigo acima, mistura alguns fatos históricos verdadeiros com diversas
conclusões incorretas e afirmações sem base documental. Essa é uma estratégia
comum: apresentar informações históricas reais para dar credibilidade a uma
tese que, no final, não se sustenta.
Por isso,
gostaria então neste artigo, refutar algumas informações que não são
verdadeiras sobre o mesmo no que diz respeito a Igreja Católica.
Para
facilitar o entendimento, a parte em itálico será o comentário do espírita e a
parte em negrito será a minha resposta a ele.
“E, assim, se houve a propalada condenação da
reencarnação pela Igreja, é porque ela existia no Cristianismo Primitivo”
Isso é um raciocínio falho.
A Igreja condenou: gnosticismo; arianismo; nestorianismo; pelagianismo.
Isso não significa que essas doutrinas fossem parte da fé
cristã. Significa apenas que algumas pessoas passaram a ensiná-las. O mesmo
ocorre com ideias relacionadas à preexistência da alma...
Além do mais, os primeiros cristãos não acreditavam na
Reencarnação. Os documentos mais antigos mostram exatamente o contrário.
Por exemplo: A ressurreição dos mortos era uma verdade
central da fé. No Credo professamos:
"Creio na ressurreição da carne." Não diz:
"Creio que voltarei diversas vezes."
Os mártires aceitavam morrer porque esperavam a ressurreição
final, não uma nova existência terrestre.
“No Sínodo (543), 10 anos, portanto, antes do
Concílio Ecumênico de Constantinopla (553), foi condenada a doutrina de
Orígenes da preexistência da alma (existência da alma ou espírito antes da
concepção do corpo), o que implicava a condenação da reencarnação, pois esta
não existe sem a preexistência da alma”
Orígenes não ensinava
sobre reencarnação. Esse é um dos maiores equívocos repetidos por autores
espíritas.
Orígenes defendia uma
teoria chamada preexistência das almas.
Isso é diferente da reencarnação!!!
Segundo Orígenes:
Deus criou todas as
almas antes do mundo; elas existiam antes do nascimento; conforme seu
afastamento de Deus, recebiam corpos.
Mas ele não ensinava o ciclo infinito de múltiplas
vidas, como ensina o espiritismo.
Mesmo suas ideias
sobre a preexistência foram posteriormente consideradas incompatíveis com a fé
cristã...
“Justiniano
considerava-se maior teólogo do que Vírgílio, o bispo de Roma de sua época, que
não era ainda um papa, pois só mais tarde é que os bispos da Capital Roma
tornaram-se papas”
Justiniano realmente
gostava de interferir nas questões teológicas. Isso é conhecido!
Mas daí concluir que:
"ele impôs uma fraude" é outra história completamente diferente. Não
existe documento histórico demonstrando essa fraude.
Papa Vigílio era
plenamente Bispo de Roma e sucessor de São Pedro.O título "Papa" já
era usado muito antes.
E Mesmo que seu uso
exclusivo tenha se consolidado mais tarde, isso não significa que ele "não
fosse papa". É apenas um jogo de palavras.
“Destarte, entendeu-se, erroneamente, que a
preexistência e a reencarnação foram condenadas pela Igreja, em conseqüência do
que cerca de um milhão de cristãos reencarnacionistas foram mortos no Oriente
Médio (Paul Brunton, “Idéias em Perspectivas”, pág. 118, Ed. Pensamento, e
nosso livro “A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência”)”
Essa afirmação é
completamente sem fundamento. Não existe nenhuma fonte histórica séria que
confirme isso. Nenhum historiador especializado em: Cristianismo antigo; Império Bizantino; Patrística;
aceita esse número.
É uma afirmação
repetida em livros espíritas, mas sem documentação histórica.
“E, assim, se houve a propalada condenação da
reencarnação pela Igreja, é porque ela existia no Cristianismo Primitivo”
É falso dizer que os primeiros cristãos acreditavam na reencarnação. Os documentos mais antigos mostram exatamente o
contrário. Por exemplo:
A ressurreição dos
mortos era uma verdade central da fé. No Credo professamos:"Creio na
ressurreição da carne."
Não diz: "Creio
que voltarei diversas vezes”. Os mártires aceitavam morrer porque esperavam a ressurreição
final, não uma nova existência terrestre...
“Portanto, os católicos estão livres para
continuarem crendo ou não na reencarnação!”
Ao contrário, A Igreja Católica não permite
acreditar na reencarnação:
"A
morte é o fim da peregrinação terrestre do homem... Não existe 'reencarnação'
depois da morte."(CIC N°1013)
Esse ensinamento faz
parte da doutrina católica. Portanto, um católico não pode professar a
reencarnação sem contradizer a fé da Igreja.
Ad Majorem
Dei Gloriam,
EDGAR LEANDRO DA SILVA
