segunda-feira, 25 de abril de 2016

VÍDEO SOBRE A CAMPANHA: "EU VOTO NAS ENQUETES DO APOSTOLADO DEFESA CATÓLICA"


Prezados Irmãos e Irmãs,Pax Domini!

Neste Vídeo de Nosso Apostolado Defesa Católica,estarei explicando  sobre a nova campanha do nosso Apostolado. Confiram!






domingo, 17 de abril de 2016

CAMPANHA: "EU VOTO NAS ENQUETES DO APOSTOLADO DEFESA CATÓLICA"





Introdução

Porque Esta Campanha?

Como votar?

Como Funcionará?

Conclusão

Introdução

Prezados Irmãos e Irmãs,Pax Domini!

A partir de hoje,O Apostolado Defesa Católica,estará com uma nova campanha que se chamará:  "EU VOTO nas enquetes do Apostolado Defesa Católica”  

*Esta Campanha tem por objetivo de estimular a participação dos amigos e amigas do facebook do Apostolado,a votarem  nas enquetes que estão disponíveis no Blog Defesa Católica.


Porque esta Campanha?

Devido a fraquíssima participação de nossos amigos e amigas internautas que apesar de terem aceitado o Apostolado Defesa Católica,em seus faces books,não estão contribuindo como se deve com o Apostolado Defesa Católica no que diz respeito á sua enquete que fica visível no Blog Defesa Católica. Por isso o Apostolado Defesa Católica,resolveu agora e com mais intensidade pedir a nossos irmãos e irmãs que participem mais de nossas enquetes  tendo em vista que:

A PARTICIPAÇÃO EM TODAS AS ENQUETES DO APOSTOLADO DEFESA CATÓLICA SÃO IMPORTANTES!

Como votar?

Para votar é simples:,É necessário que o nosso amigo ou amiga do Apostolado Defesa Católica acesse o nosso blog:


Atenção! quem for votar pelo celular,precisa clicar na opção "versão web" que assim,você poderá votar normalmente. além do mais você poderá votar mais de uma vez para a enquete,se: 

-Além do celular tiver um note book,ou desktop;

-Se tiver mais um de navegador(como o mozila,internet explorer,google Chrome etc)


Como funcionará?

As enquetes do Apostolado Defesa Católica terão duração, de aproximadamente 60 dias e Durante este tempo o Coordenador poderá lembrar  aos amigos do facebook do Apostolado Defesa Católica,ao menos 3 vezes  a participação deles em votarem nas nossas enquetes,de 3 formas: Marcação, Live ao vivo mais Marcação e Sondagem Individual.

Marcação: Assim que for postada a enquete no Blog Defesa Católica,o Coordenador do Apostolado Fará outra postagem no Facebook do Apostolado,avisando da disponibilidade desta enquete e onde Marcará todos os amigos e amigas do Facebook, para votar nesta enquete;

Vídeo: Caso com apenas as marcações,e após 30 dias da postagem no Blog e Facebook O Apostolado Defesa Católica,não tenha atingido a meta que é de 50% do total de amigos,do inicio da enquete no Blog,então neste caso, o Coordenador poderá fazer um vídeo onde será postado  via Facebook, pedindo aos amigos que votem na enquete e assim poderá marcar novamente,principalmente aqueles que ele acredita que ainda não votaram.

Sondagem Individual: Caso também,não se tenha atingido a meta com o "Vídeo" então nos últimos dias da enquete,o Coordenador do Apostolado Defesa Católica,fará uma sondagem individualmente com cada amigo(a) via Facebook ou até mesmo no Whatzapp, se votou ou não na enquete,disponível.

OBS:  O amigo(a) que votar na enquete do Blog Defesa Católica, deve avisar ao Coordenador do Apostolado,seja Via Facebook ou até mesmo pelo Whatzapp, que Já Votou, já que não se tem como saber quem realmente votou ou não. Neste caso,será também levado em consideração o Diálogo que o amigo(a) tem para com o Apostolado. Caso o Amigo(a) Não faça isso, o Apostolado entenderá que o amigo(a) Não votou na enquete!

*O Apostolado Defesa Católica lembra que votar na enquete,é um procedimento rápido,logo não se entende porque tem amigos e amigas que insistem em deixar para depois.


Conclusão

O Apostolado Defesa Católica,deixa claro que:

NINGUÉM É OBRIGADO A VOTAR NAS ENQUETES DESTE APOSTOLADO!  Apenas será PEDIDO para que a pessoa enquanto amigo desde Apostolado,possa votar e assim nos ajudar,assim com outras Campanhas que serão oferecidas pelo Trabalho.

Este Trabalho não espera com isso,atingir 100% dos amigos e amigas para votar em suas enquetes,mas ao menos queremos como já foi citado a meta de atingir a metade desde número que seria 50% do total dos amigos do facebook naquele momento,ou um pouco mais.

*Os 50% como meta,contará do dia em que iniciar a enquete no blog Defesa Católica.

Caso o Apostolado Defesa Católica,não consiga atingir a meta poderá haver exclusão de algum amigo(a) do Facebook,principalmente com aqueles(as) que nunca falaram com o Trabalho apesar do mesmo já ter conversado com esta pessoa.

Esta Campanha só se encerrará quando o Apostolado Defesa Católica decidir não fazer mais enquetes.

Esperamos sinceramente contar com a participação de todos os amigos e amigas no dever de sua participação nesta campanha e neste Apostolado que tem por bem a Salvação das Almas.

Que Deus Abençõe á todos e todas,

Ad Majorem Dei Gloriam,

EDGAR LEANDRO DA SILVA-COORDENADOR.

P.S Esta Campanha poderá ser alterada sempre que necessário! 

domingo, 10 de abril de 2016

SAGRADA ESCRITURA: "Quero saber onde Deus proíbe imagens na bíblia ? TB quero saber onde ele autoriza .Outa coisa quero saber um pequeno resume do salmo 115 para entender do que ele fala ,se e sobre as imagens ??? Agradeço desde de já ,a ajuda !!!!!"


Prezada Juliana,Pax Domini.

A sua pergunta ela é bem oportuna.pois até então ainda não havia comentado com mais detalhes sobre o assunto das imagens de santos aqui no Blog Defesa Católica,o que também me dará oportunidade de exclarecer a muitos sobre esta  questão que como dizia o Frei Battistini em seu livro: “A Igreja do Deus Vivo” este é o “cavalo de batalha” dos protestantes acusar os católicos de adoração das imagens.

Na Sagrada Escritura há outras passagens que condenam realmente a confecção de imagens como, por exemplo: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7 e etc.
Mas também há outras passagens que defendem sua confecção como: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4 e etc.


Pode Deus infinitamente perfeito entrar em contradição consigo mesmo? É claro que não. E como podemos explicar esta aparente contradição na Bíblia? Isto é muito simples de ser explicado. Deus condena a idolatria e não a confecção de imagens. Quando o objetivo da imagem é representar um ídolo que vai roubar a adoração devida somente a Deus, ela é abominável. Porém quando é utilizada ao serviço de Deus, no auxílio à adoração a Deus, ela é uma benção.


Permissão do uso das imagens na sagrada escritura do Apostolado
"Farás dois querubins de ouro polido nas duas extremidades do propiciatório: um de cada lado, de modo que os querubins estejam nos dois extremos do propiciatório. Os querubins, com as asas estendidas por cima, estarão encobrindo o propiciatório, um em frente do outro, voltados para o propiciatório" (Êxodo 25,18-20).

Deus manda os israelitas decorarem a Arca da Aliança com imagens de anjos:

"Para as duas extremidades do propiciatório fez dois querubins de ouro, de ouro polido, um querubim na extremidade de um lado e outro querubim na extremidade do outro lado. Os querubins tinham as asas estendidas por cima e encobriam com elas o propiciatório; estavam um diante do outro, voltados para o propiciatório" (Êxodo 37,7-9).

"No Santo dos Santos mandou erigir dois querubins esculpidos, revestidos de ouro. A extensão total das asas dos querubins era de dez metros. Uma asa do primeiro querubim, de dois metros e meio, tocava a parede da sala, e a outra asa, de dois metros e meio, tocava a asa do outro querubim. Do mesmo modo, uma asa do segundo querubim, de dois metros e meio, tocava a parede da sala, e a outra asa, de dois metros e meio, tocava a asa do outro querubim. As asas estendidas daqueles querubins mediam, pois, dez metros. Eles estavam de pé com os rostos voltados para o templo. Mandou fazer a cortina de púrpura roxa e vermelha, de carmesim e de linho fino e adorná-la com figuras de querubins" (2Crônicas 3,10-14).



Estas esculturas de anjos foram construídas para decorar o Templo. Isto jamais teria ocorrido se a proibição divina incluísse imagens de qualquer espécie.
"Debaixo da borda havia por toda a circunferência um friso com figuras de bois, vinte por cada metro. Em duas filas rodeavam o 'Mar', fundidas com este numa só peça. Era sustentado por doze novilhos, três deles voltados para norte, três para oeste, três para sul e três para leste. O 'Mar' repousava sobre eles e as partes traseiras estavam voltadas para o lado de dentro" (2Crônicas 4,3-4).

Estas figuras de bois estavam localizadas conspicuamente no átrio do Templo de Salomão.
"Sobre os painéis entre as travessas havia leões, touros e querubins; da mesma forma, sobre as travessas, acima e abaixo dos leões e bois, havia guirlandas em relevo" (1Reis 7,29)

Havia uma enorme variedade de imagens esculpidas no Templo de Salomão e nos sucessivos Templos em que se adorou o Deus de Israel.
"No Santíssimo, Salomão mandou instalar dois querubins de madeira de oliveira de dez côvados (=5 metros) de altura" (1Reis 6,23).

Por vontade pessoal, Salomão mandou talhar imagens de querubins para o Templo. Deus não havia lhe dado esta ordem, no entanto, essas imagens não Lhe resultaram ofensivas.
"Dentro e fora do templo, em volta de todas as paredes internas e externas, estavam pintados querubins e palmeiras. Havia uma palmeira no meio de cada dois querubins. Cada querubim apresentava duas faces: Para o lado de uma palmeira mostrava rosto humano e para o lado da outra palmeira mostrava rosto de leão, e assim por diante, ao redor de todo o templo" (Ezequiel 41,17-19).
Como se pode verificar, este Segundo Templo também continha imagens esculpidas(os destaques são meus)
O Salmo 115 fala sim,sobre imagens,o problema estar(assim como as demais passagens sobre o assunto) a sua interpretação:
"Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veêm; têm ouvidos mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam. (Salmos 115.4-8)”

É claro que levando o entendimento desta citação ao “pé da letra”, os protestantes são induzidos a logo associar às imagens dos santos e desta forma, repetem sofismas acreditando que a veneração católica dos santos é algo proibido por Deus.

Conforme ensina a Igreja, o salmo 115  se aplica por exemplo, à passagem de Reis capítulo 12. Naquela ocasião, o povo judeu acreditava que os bezerros de ouro, e outras imagens eram deuses e dessa forma adoravam-nas esquecendo o único Deus.

Depois de ter refletido bem, o rei mandou fazer dois bezerros de ouro e disse ao povo: Basta de peregrinações a Jerusalém! Eis aqui, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito. (1Rs, 12, 28)

Ao mesmo tempo,Note o v. 4: “Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens”. Ídolos de quem? Para alguns desavisados, isso poderia soar logo “ah! É a Igreja católica”. Errado! Veja o v. 2: “Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles?” As nações (pagãs). O texto, longe da cavilação protestante, tem que ser entendido no seu devido contexto, que é expressar a comparação do salmista do povo santo com as nações, que estes adoravam ídolos, e afirmavam que esses ídolos eram verdadeiros deuses.
A falácia protestante começa no v. 5. Mas o versículo fala dos ídolos das nações pagãs. Estes ídolos eram esculpidos com bocas, mas eles não faziam nenhum uso delas; se lhes clamassem, eles não poderiam responder, nem salvar de suas dificuldades. Os sacerdotes de Baal clamaram a seu ídolo, mas não ouviram nenhuma voz, nem retornou resposta; eles são justamente chamados de ídolos mudos, Hb. 2.18 Is. 46.7 Jr. 10.5;Ire. 18.26,2. 

Os católicos não clamam às imagens, como os pagãos (para quem as estátuas eram O deus em si) mas oram JUNTO com os santos nelas representados.
Agora, o que tem isso a ver com a doutrina católica? Em nenhum momento a Igreja, em seu ensino oficial, diz para alguém adorar uma imagem! Somente alguém de má-fé, preconceito e completo desentendimento da doutrina católica para afirmar tal disparate! As imagens na Igreja não são para serem adoradas mas somente como uma homenagem ao santo representado.

Para derrubar a mentira deslavada protestante recorramos ao Catecismo da Igreja Católica:

2112 - O primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige que o homem não acredite em outros deuses afora Deus, que não venere outras divindades afora a única. A escritura lembra constantemente esta rejeição de "ídolos, ouro e prata, obras das mãos dos homens", os quais "têm boca e não falam, têm olhos e não vêem..." Esses ídolos vãos tornam as pessoas vãs:

"Como eles serão os que o fabricaram e quem quer que ponha neles a sua fé" (Sl 115,4-5. 8). Deus, pelo contrário, é o "Deus vivo" (Jo 3, 10) que faz viver e intervém na história.

2113 - A idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro", diz Jesus (Mt 6,24). Numerosos mártires morreram por não adorar "a Besta", recusando-se até a simular seu culto. A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, por­tanto, incompatível com a comunhão divina.

Da mesma forma como os protestantes desmerecem as imagens católicas eles deveriam desmerecer e criticar publicamente as imagens de personagens históricas em praças e museus. Mas raramente vejo um protestante fazer isso. Por quê? Porque eles irão dizer: “ah! Mas nós não adoramos essas estátuas de D. Pedro I,  Cabral, etc”. Nem nós católicos adoramos imagens de santo algum. São homenagens, representações e não um fim de adoração em si. Somente anticatólicos desinformados que continuam espalhando esta tolice.

Assim, o Sl. 115 é muito mal usado por alguns contra a Igreja católica, que o tiram de seu devido contexto. Não pode retirar um texto isolado da Bíblia, sem exegese, e aplicá-lo a bel prazer criando uma doutrina.
Juliana,Em Nome do Apostolado Defesa Católica,recomendo que se você puder,leia o catecismo da Igreja Católica, disponível no site do vaticano,recomendo a compra e leitura do livro do Frei Battistini já citado e também o acesso  a sites na internet apologéticos que com certeza vão lhe ajudar e muito.

Espero que eu tenha ajudado,mas se tiver mais dúvidas,não hesite em nos escrever.

Ad Majorem Dei Gloriam,

EDGAR LEANDRO DA SILVA

domingo, 3 de abril de 2016

VIDEO DO APOSTOLADO SOBRE A JORNADA DE ESTUDO


Prezados Irmãos e Irmãs,Pax Domini!

Neste Vídeo estarei explicando sobre a nossa Jornada de Estudo do Apostolado Defesa Católica. Espero poder contar com  a participação de todos(as)!




domingo, 13 de março de 2016

DOCUMENTOS: MISERICORDIA DEI

CARTA APOSTÓLICA DE
JOÃO PAULO II
SOB FORMA DE «MOTU PROPRIO»
MISERICORDIA DEI
SOBRE ALGUNS ASPECTOS
DA CELEBRAÇÃO
DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA  

Pela misericórdia de Deus, Pai que reconcilia, o Verbo encarnou no seio puríssimo da Bem-aventurada Virgem Maria para salvar «o povo dos seus pecados» (Mt 1,21) e abrir-lhe «o caminho da salvação».(1) São João Baptista confirma esta missão, indicando Jesus como o «Cordeiro de Deus», «Aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). Toda a obra e a pregação do Precursor é uma chamada enérgica e premente à penitência e à conversão, cujo sinal é o baptismo administrado nas águas do Jordão. Também Jesus se submeteu àquele rito penitencial (cf. Mt 3,13-17), não porque tenha pecado, mas porque «Se deixa contar entre o número dos pecadores; é já o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29), e antecipa já o “baptismo” da sua morte sangrenta».(2) Assim, a salvação é, antes de mais nada, redenção do  pecado, enquanto impedimento da amizade com Deus, e libertação do estado de escravidão, no qual se encontra o homem que cedeu à tentação do Maligno e perdeu a liberdade dos filhos de Deus (cf. Rom 8,21).

A missão confiada por Cristo aos Apóstolos é o anúncio do Reino de Deus e a pregação do Evangelho tendo em vista a conversão (cf. Mc 16,15; Mt 28,18-20). Na tarde do mesmo dia da Ressurreição, quando está iminente o início da missão apostólica, Jesus confere aos Apóstolos, pela força do Espírito Santo, o poder de reconciliar com Deus e com a Igreja os pecadores arrependidos: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos» (Jo 20,22-23).(3)

Na incessante praxe da Igreja ao longo da história, o «ministério da reconciliação» (2Cor 5,18), actuada mediante os sacramentos do Baptismo e da Penitência, revelou-se sempre um empenho pastoral vivamente prezado, realizado segundo o mandato de Jesus como parte essencial do ministério sacerdotal. A celebração do sacramento da Penitência conheceu, ao longo dos séculos, uma evolução com diversas formas expressivas, mas sempre conservando a mesma estrutura fundamental que compreende necessariamente, além da participação do ministro — só um Bispo ou um presbítero, que julga e absolve, cura e sara em nome de Cristo —, os actos do penitente: a contrição, a confissão e a satisfação.

Na Carta Apostólica Novo millennio ineunte, escrevi: «Solicito ainda uma renovada coragem pastoral para, na pedagogia quotidiana das comunidades cristãs, se propor de forma persuasiva e eficaz a prática do Sacramento da Reconciliação. Em 1984, como recordareis, intervim sobre este tema através da Exortação pós-sinodal Reconciliatio et paenitentia, na qual foram recolhidos os frutos da reflexão da Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos dedicada a esta problemática. Lá, convidava a que se fizesse todo o esforço para superar a crise do «sentido do pecado». [...] Quando o referido Sínodo se debruçou sobre o tema, estava à vista de todos a crise deste Sacramento, sobretudo nalgumas regiões do mundo. E os motivos que a originaram, não desapareceram neste breve espaço de tempo. Mas o Ano Jubilar, que foi caracterizado particularmente pelo recurso à Penitência sacramental, ofereceu-nos uma estimulante mensagem que não deve ser perdida: se tantos fiéis — jovens muitos deles — se aproximaram frutuosamente deste Sacramento, provavelmente é necessário que os Pastores se armem de maior confiança, criatividade e perseverança para o apresentarem e fazerem-no valorizar».(4)

Com estas palavras, quis e quero encorajar e, ao mesmo tempo, dirigir um forte convite aos meus irmãos Bispos — e, através deles, a todos os presbíteros — para um solícito relançamento do sacramento da Reconciliação, inclusive como exigência de autêntica caridade e de verdadeira justiça pastoral,(5) lembrando-lhes que cada fiel, com as devidas disposições interiores, tem o direito de receber pessoalmente o dom sacramental.

A fim de que o ministro do sacramento possa realizar o discernimento sobre
 as disposições dos penitentes para receber ou não a absolvição e para a devida penitência que há-de impor, é necessário que o fiel, além da noção das faltas cometidas, da dor dos pecados e do propósito de não tornar a cair,(6) confesse os seus pecados. Neste sentido, o Concílio de Trento declarou que é necessário, «por direito divino, confessar todos e cada um dos pecados mortais».(7) A Igreja viu sempre um nexo essencial entre o juízo confiado aos sacerdotes neste sacramento e a necessidade que os penitentes declarem os próprios pecados,(8) salvo nos casos de impossibilidade. Portanto, sendo a confissão completa dos pecados graves, por instituição divina, parte constitutiva do sacramento, ela não está de modo algum confiada à livre disposição dos Pastores (dispensa, interpretação, costumes locais, etc.). A competente Autoridade eclesiástica especifica unicamente — nas relativas normas disciplinares — os critérios para distinguir a impossibilidade real de confessar os pecados de outras situações cuja impossibilidade é só aparente ou de qualquer modo superável.

Nas actuais circunstâncias pastorais, para atender aos pedidos apreensivos de numerosos Irmãos no Episcopado, considero conveniente recordar algumas leis canónicas em vigor sobre a celebração deste sacramento, especificando certos aspectos para, em espírito de comunhão com a responsabilidade que é própria de todo o Episcopado,(9) favorecer uma melhor administração daquele. Trata-se de tornar efectiva e de tutelar uma celebração cada vez mais fiel, e portanto sempre mais proveitosa, do dom confiado à Igreja pelo Senhor Jesus depois da ressurreição (cf. Jo 20, 19-23). Isto revela-se especialmente necessário quando se observa em certas regiões a tendência ao abandono da confissão pessoal, juntamente a um recurso abusivo à «absolvição geral» ou «colectiva», de modo que esta deixa de ser vista como meio extraordinário em situações totalmente excepcionais. Partindo de um alargamento arbitrário do requisito da grave necessidade,(10) perde-se de vista praticamente a fidelidade à configuração divina do sacramento, e concretamente a necessidade da confissão individual, com graves danos para a vida espiritual dos fiéis e para a santidade da Igreja.
Portanto, depois de ouvir a este respeito a Congregação para a Doutrina da Fé, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e o Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, bem como os pareceres dos venerados Irmãos Cardeais que estão à frente dos Dicastérios da Cúria Romana, reiterando a doutrina católica relativa ao sacramento da Penitência e da Reconciliação exposta sinteticamente no Catecismo da Igreja Católica,(11) ciente da minha responsabilidade pastoral e com plena consciência da necessidade e eficácia sempre actual deste sacramento, disponho o seguinte:

1. Os Ordinários lembrem a todos os ministros do sacramento da Penitência que a lei universal da Igreja reafirmou, aplicando a doutrina católica nesta matéria, que:
a) «A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja; somente a impossibilidade física ou moral o escusa desta forma de confissão, podendo neste caso obter-se a reconciliação também por outros meios».(12)

b) Por isso, «todo aquele que, em razão do ofício, tem cura de almas, está obrigado a providenciar para que sejam ouvidas as confissões dos fiéis que lhe estão confiados e que de modo razoável peçam para se confessar, a fim de que aos mesmos se ofereça a oportunidade de se confessarem individualmente em dias e horas que lhes sejam convenientes».(13)
Além disso, todos os sacerdotes com faculdade de administrar o sacramento da Penitência, mostrem-se sempre e plenamente dispostos a administrá-lo todas as vezes que os fiéis o peçam razoavelmente.(14) A falta de disponibilidade para acolher as ovelhas feridas, mais, para ir ao seu encontro e reconduzi-las ao aprisco, seria um doloroso sinal de carência de sentido pastoral em quem, pela Ordenação sacerdotal, deve reproduzir em si mesmo a imagem do Bom Pastor.

2. Os Ordinários do lugar, bem como os párocos e os reitores de igrejas e santuários, devem verificar periodicamente se existem efectivamente as maiores facilidades possíveis para as confissões dos fiéis. De modo particular, recomenda-se a presença visível dos confessores nos lugares de culto durante os horários previstos, a acomodação destes horários à situação real dos penitentes, e uma especial disponibilidade para confessar antes das Missas e mesmo para ir de encontro à necessidade dos fiéis durante a celebração da Eucaristia, se houver outros sacerdotes disponíveis.(15)

3.Visto que «o fiel tem obrigação de confessar, na sua espécie e número, todos os pecados graves de que se lembrar após diligente exame de consciência, cometidos depois do baptismo e ainda não directamente perdoados pelo poder das chaves da Igreja nem acusados em confissão individual»,(16) seja reprovado qualquer costume que limite a confissão a uma acusação genérica ou somente de um ou mais pecados considerados significativos. Por outro lado, levando-se em conta a chamada de todos os fiéis à santidade, recomenda-se-lhes que confessem também os pecados veniais.(17)

4. À luz e no âmbito das normas precedentes, deve ser entendida e rectamente aplicada a absolvição simultânea de vários penitentes sem prévia confissão individual, prevista no cân. 961 do Código de Direito Canónico. Aquela, com efeito, «reveste-se de carácter excepcional»(18) e «não pode dar-se de modo geral, a não ser que:
1º) seja iminente o perigo de morte, e não haja tempo para um ou mais sacerdotes poderem ouvir a confissão de cada um dos penitentes;

2º) haja grave necessidade, isto é, quando, dado o número de penitentes, não houver sacerdotes suficientes para, dentro de tempo razoável, ouvirem devidamente as confissões de cada um, de tal modo que os penitentes, sem culpa própria, fossem obrigados a permanecer durante muito tempo privados da graça sacramental e da sagrada comunhão; não se considera existir necessidade suficiente quando não possam estar presentes confessores bastantes somente por motivo de grande afluência de penitentes, como pode suceder nalguma grande festividade ou peregrinação».(19)

A respeito do caso de grave necessidade, especifica-se o seguinte:

a) Trata-se de situações objectivamente excepcionais, como as que se podem verificar nos territórios de missão ou em comunidades de fiéis isolados, onde o sacerdote só pode passar uma ou poucas vezes ao ano, ou quando as condições de guerra, meteorológicas ou outras circunstâncias semelhantes o consintam.

b) As duas condições estabelecidas no cânone para configurar uma grave necessidade são inseparáveis, de modo que nunca é suficiente a mera impossibilidade de confessar «devidamente» cada um dos indivíduos «dentro de tempo razoável» devido à escassez de sacerdotes; mas a tal impossibilidade deve associar-se o facto de que, caso contrário, os penitentes ver-se-iam obrigados a permanecer «durante muito tempo», sem culpa própria, privados da graça sacramental. Deve-se, por isso, ter presente o conjunto das circunstâncias dos penitentes e da diocese, quando se atende à sua organização pastoral e à possibilidade de acesso dos fiéis ao sacramento da Penitência.

c) A primeira condição — a impossibilidade de ouvir «devidamente» as confissões «dentro de um tempo razoável» — refere-se só ao tempo normalmente requerido para a essencial administração válida e digna do sacramento, não sendo relevante a este respeito um colóquio pastoral mais amplo, que pode ser adiado para circunstâncias mais favoráveis. Este tempo razoavelmente oportuno para nele se ouvir as confissões, dependerá das possibilidades reais do confessor ou confessores e dos mesmos penitentes.

d) Quanto à segunda condição, caberá avaliar com um juízo prudencial qual seja a extensão do tempo de privação da graça sacramental a fim de que haja verdadeira impossibilidade conforme o cân. 960, sempre que não se esteja perante iminente perigo de morte. Tal juízo não é prudencial, se se desvirtua o sentido da impossibilidade física ou moral como no caso, por exemplo, de considerar que um período inferior a um mês implicaria permanecer «durante muito tempo» em tal privação.

e) Não é admissível criar ou permitir que se criem situações de aparente grave necessidade, derivadas da omissão da administração ordinária do sacramento pelo não cumprimento das normas acima indicadas(20) e, muito menos, da opção dos penitentes pela absolvição geral, como se se tratasse de uma possibilidade normal e equivalente às duas formas ordinárias descritas no Ritual.

f) Não constitui suficiente necessidade, a mera grande afluência de penitentes, não só em ocasiões de uma festa solene ou de uma peregrinação, mas nem mesmo por turismo ou outras razões semelhantes devidas à crescente mobilidade das pessoas.

5. Não cabe ao confessor julgar se se verificam as condições requeridas pelo cân. 961-§1, 2º, mas «ao Bispo diocesano, o qual, atendendo aos critérios fixados por acordo com os restantes membros da Conferência Episcopal, pode determinar os casos em que se verifique tal necessidade».(21) Estes critérios pastorais deverão ser expressão do esforço de total fidelidade, nas circunstâncias dos respectivos territórios, aos critérios de fundo definidos pela disciplina universal da Igreja, que se apoiam aliás nas exigências derivadas do mesmo sacramento da Penitência na sua divina instituição.

6. Numa matéria tão essencial para a vida da Igreja, sendo de fundamental importância a plena harmonia entre os vários Episcopados do mundo, as Conferências Episcopais, segundo o cân. 455-§ 2 do CDC, farão chegar quanto antes à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos o texto das normas que pensam estabelecer ou actualizar, à luz deste Motu proprio, em aplicação do cân 961 do CDC. Tal medida favorecerá, sem dúvida, uma sempre maior comunhão entre os Bispos de toda a Igreja, estimulando os fiéis de todas as partes a recorrer abundantemente às fontes da misericórdia divina, que sempre jorram do sacramento da Reconciliação.

Nesta perspectiva de comunhão, será também oportuno que os Bispos diocesanos informem as respectivas Conferências Episcopais se se verificam ou não, no próprio âmbito de jurisdição, casos de grave necessidade. Caberá, em seguida, às Conferências Episcopais informar a sobredita Congregação sobre a situação realmente existente no seu território, e as eventuais mudanças que se registassem posteriormente.

7. Quanto às disposições pessoais do penitente, reitera-se que:

a) «Para o fiel poder usufruir validamente da absolvição concedida simultaneamente a várias pessoas, requer-se não só que esteja devidamente disposto, mas que simultaneamente proponha confessar-se individualmente, no devido tempo, dos pecados graves que no momento não pôde confessar».(22)

b) Na medida do possível, inclusive no caso de iminente perigo de morte, «instruam-se [os fiéis] a que procure cada um fazer o acto de contrição».(23)

c) É claro que não podem receber validamente a absolvição os penitentes que vivam em estado habitual de pecado grave e não queiram mudar a própria situação.

8. Mantendo-se a obrigação «de confessar fielmente os pecados graves, ao menos uma vez ao ano»,(24) «aquele a quem forem perdoados pecados graves em absolvição geral, aproxime-se quanto antes, oferecendo-se a ocasião, da confissão individual, antes de receber nova absolvição geral, a não ser que surja causa justa».(25)

9. Acerca do lugar e da sede para a celebração do sacramento tenha-se em conta que:
a) «O lugar próprio para ouvir as confissões sacramentais é a igreja ou o oratório»,(26deixando porém claro que razões de ordem pastoral podem justificar as celebrações do sacramento em outros lugares;(27)

b) a sede para as confissões é disciplinada com normas estabelecidas pelas respectivas Conferências Episcopais, as quais deverão garantir que aquela esteja colocada «em lugar patente» e seja também «munida de grade fixa», permitindo assim aos fiéis, e aos mesmos confessores, que o desejem, seu livre uso.(28)

Tudo o que estabeleci, com a presente Carta apostólica em forma de Motu proprio, ordeno que tenha valor pleno e estável e seja observado a partir deste dia, não obstante qualquer outra disposição em contrário.Aquela, por sua natureza, tem valor inclusive para as venerandas Igrejas Católicas Orientais, de acordo com os respectivos cânones que lhes são próprios.


Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 7 de Abril, Domingo da Oitava de Páscoa ou da Divina Misericórdia, no ano do Senhor de 2002, vigésimo quarto de Pontificado.(OS DESTAQUES SÃO NOSSOS)





domingo, 6 de março de 2016

RESPOSTAS CATÓLICAS: COMO É FAZER JEJUM?

Cara Lúcia,Pax Domini!
Sua pergunta ela é bem importante principalmente por causa deste tempo de quaresma que vivemos atualmente.
Em sentido amplo, a expressão "jejum" abarca muitos significados: o jejum em sentido estrito e também a abstinência.
O Quarto mandamento da Igreja Católica diz que devemos: “Jejuar e não comer carne quando manda a Santa Igreja”

A Santa Igreja prescreve no quarto mandamento que a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira da Paixão são dias de se fazer jejum do corpo ou de alimentos com abstinência de carnes nestes dias, em respeito à Morte de Jesus Cristo na Cruz e como meios de penitenciar o corpo e o espírito, a fim de que os "canais da graça" sejam liberados da mancha dos pecados do egoísmo e do orgulho.

Em que consiste esse jejum? Segundo o douto canonista Pe. Jesús Hortal, SJ, "trata-se de não tomar mais que uma refeição completa, permitindo-se, porém, algum alimento outras duas vezes pro dia." (comentário ao cân. 1252, Código de Direito Canônico)

Pode ser feito esse jejum em qualquer dia, exceto em solenidades e nos Domingos. O mesmo vale para os outros jejuns.

O Jejum serve para nos dispormos melhor para a oração,para fazermos penitência dos pecados cometidos,e para nos preservarmos de cometer outros novos.(Catecismo de São Pio X,496)

A Quaresma foi Instituída a fim de imitarmos,de algum modo,o rigoroso jejum de quarenta dias que Jesus Cristo observou no deserto e a fim de nos prepararmos,por meio da penitência,para celebrar santamente a festa da Páscoa.(Catecismo de São Pio X,499)

O fiel, sem embargo, mesmo que possa jejuar em outros dias, e de vários modos, é obrigado ao jejum eclesiástico (embora possa fazer outro, mais severo, lembre-se), na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Eis os únicos dias, na Igreja Latina, a que estamos obrigados a jejuar. E com o jejum eclesiástico, o mínimo.

Espero que tenha ajudado,

Ad Majorem Dei Gloriam,

EDGAR LEANDRO DA SILVA

domingo, 28 de fevereiro de 2016

TESTEMUNHO DE FÉ:NOVO ESPAÇO PARA TESTEMUNHOS DO APOSTOLADO DEFESA CATÓLICA.


Prezados Irmãos e Irmãs,Pax Domini!

A Partir de hoje,o blog Defesa Católica,terá mais um menu. Trata-se agora dos “testemunhos de fé” aonde nossos irmãos e irmãs poderão enviar seus testemunhos por e-mail(e apenas por e-mail) para que possamos postá-lo aqui em nosso blog.

E para começar,temos o testemunho de uma irmã que é uma das amigas deste apostolado em nosso face book a Sra Rosa Aparecida Bernardino da Silva(Rosa teco) que era do espiritismo e hoje é Católica com a Graça de Deus.vale a pena conferir e usar deste testemunho de fé um exemplo para todos nós!


Porque me tornei Católica “Não nasci católica, sou de uma família espírita, isso desde os meus bisavós. Eles eram espíritas kardequistas, são seguidores de Alan Kardec . Eu desde pequena nunca aceitei muitos dos ensinamentos, pois desde criança fui muito critica e sempre busquei a verdade por minha própria cabeça e dizia sempre que quando fosse adulta ia procurar uma igreja. E depois que conheci a bíblia isso aumentou ainda mais. Eles usam a palavra de DEUS, tem até um livro chamado “O evangelho segundo o espiritismo”, que nada mais é de parte do EVANGELHO DE JESUS CRISTO, isso só as partes que a eles interessam. Na Bíblia encontrei as reposta dos meus questionamentos. Eles, os espíritas afirmam que morremos e nascemos muitas vezes para redimir nossas culpas, isso se chama reencarnação dentro do espiritismo. Quando encontrei na Bíblia que JESUS morreu na cruz, caiu por terra todo aquele ensinamento, pois se a afirmação deles fosse verdadeira, JESUS ENTÃO VEIO FAZER O QUE NA CRUZ? São muitas coisa que percebi que não se encaixava e que não vou citar aqui por que senão vai ficar muito extenso. O espiritismo nega a CRISTO mais de quarenta vez. Então fui estudar a história do cristianismo. O protestantismo usa a tradição apostólica somente no que interessa aos seus estudos. Quando elementos fundamentais da fé apostólica evidenciam a existência do episcopado dos apóstolos e a sucessão dos bispos, especialmente quando a nome "Igreja Católica" é relatado nos escritos apostólicos, simplesmente são retirados dos livros protestantes. Do contrário seria a ruína de uma reforma iniciada sem qualquer precedente na história. Nas leituras dos fragmentos do Cânon de Muratori, em todos eles vemos que a Igreja é Santa e Católica desde os apóstolos, e que eles jamais permitiram que seus sucessores tratassem a fé como sendo católica se eles mesmos não autorizassem. Nos estudos dos escritos de Irineu, onde ele traz a lista dos Papas. Com isso constatará a continuidade da fé apostólica nos Bispos como Inácio de Antioquia, Irineu de Lião, Policarpo de Esmirna e Eusébio de Cesaréia. Fiquei me perguntando: - Existindo então a tradição apostólica, por que os reformadores não a levaram em consideração em suas doutrinas? Fico a pensar sobre a possibilidade de não encontrar nenhum fragmento da tradição na história? - Simplesmente porque se assim tivessem feito, o protestantismo jamais iria nascer. A tradição apostólica fundamenta o catolicismo e não o protestantismo. Seria contraditório para os reformadores pregarem evidências que contestavam suas pretensões. Inácio de Antioquia que foi sucessor apostólico no século I, pouco mais de 70 d.C, já escrevia que onde estiver o Bispo e Cristo, ali estará a Igreja Católica. Com isso descobri que o termo "católica" da Igreja é usado Logo de cara percebi que Lutero não dividiu somente o cristianismo, mas dividiu a Europa. Tudo que a Igreja Católica tinha mantido firme com a queda do Império Romano, o frei agostiniano tentou destruir com sua pretensiosa e malfada Odisseia. Estudei horas os escritos protestantes, dedicando-me especialmente às Confissões Reformadas e os escritos de Lutero. Descobri que Lutero amava Nossa Senhora e a tinha como sua mãe. Que ele daria 100 moedas de prata para quem conseguisse provar que ela não morreu virgem e também dizia que as imagens era a bíblia do analfabeto. Busquei saber mais sobre a divisão das bíblias, pois no protestantismo existe um fato notório que implica no completo desabono dos Papas e do catolicismo. E afirmam que a Igreja Romana adulterou os textos sagrados, inserindo no Cânon das Escrituras os livros deuterocanônicos no Concílio de Trento. Só que - Esse é uma acusação do protestantismo que não encontra fundamentos. Depois que conheci a Bíblia de Gutenberg. - Lutero é tido pelo protestantismo como o tradutor da Bíblia e por ter desmascarado a Igreja Católica que inseriu arbitrariamente os deuterocanônicos no Cânon Bíblico. A Bíblia de Gutenberg foi escrita no século XV, em 1450. Nela encontramos os deuterocanônicos, além de ser a tradução do latim para o alemão dos textos sagrados. O Concílio de Trento ocorreu no século XVI, tendo seu início em 1545, ou seja, 95 anos após a edição da Bíblia de Gutenberg. Como Trento poderia ter inserido os deuterocanônicos se já circulava a Bíblia de Gutenberg um século antes? Isso contraria qualquer lei de tempo e espaço e o senso lógico. No texto de Gutenberg, vemos que constam os deuterocanônicos assim como foram autorizados pela sucessão apostólica desde os séculos primeiros do cristianismo. Na bíblia de Gutenberg está Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, I Macabeus e II Macabeus, e os elementos gregos de Ester e Daniel que foram categoricamente retirados pelos reformadores. Trento não manipulou os textos sagrados, mas os manteve tais como eram desde os tempos apostólicos. Portanto vc não vai encontrar nada sobre purgatório numa bíblia protestante. Não vou dizer em que livro vc encontra, por que assim como eu vá ler e estudar e se informar. Os protestantes apenas adotaram aquilo que lhes era necessário para a formação de uma nova idéia. - O único estudo que fazem se concentra do século XVI até os dias atuais! Algumas estudam documentos mais antigos como alguns textos como a Didaqué, a Epístola de Barnabé, o Pastor de Hermas e algumas citações de Inácio de Antioquia e algo de Agostinho de Hipona. - Então vi que havia um lapso de mais de mil e quinhentos anos! Mil e quinhentos anos? Toda essa história de quinze séculos de história contra o protestantismo desde o primeiro século, portanto ela é católica desde Cristo. Essa é a universalidade, pois se assim não fosse, o catolicismo não passaria de um grupo de judeus revoltosos escondidos numa casa, sendo que nessa casa ocorreu o Pentecostes, e desse marco se apresenta a grandeza da Igreja. Nos escolásticos, especialmente São Tomás de Aquino, São Boa ventura falam da beleza do ser humano como um ser criado para as realidades supremas, e que deste pensamento foi construída toda a fundamentação dos direitos humanos. Afirmam: “Todo homem tem direitos humanos não só em razão de ter condição humana. Se pensássemos assim, estaríamos retirando à humanidade uma condição importantíssima de sua natureza, que é um ser que possui moral. Se cada ser humano fosse somente um corpo, e pior, sem moral, não poderíamos falar de valores supremos. Os direitos humanos são o que são porque estão dispostos pela razão da moral. O homem e a mulher possuem direitos humanos pelo fato de possuírem a marca definitiva da moral impressa em suas consciências, ou como melhor definiria, em suas almas. Imprimir na alma a moral é fruto de um ser supremo, dessa forma, cada ser humano detém uma condição de realeza sobre as demais criaturas". "Os escolásticos, especialmente Tomás de Aquino, deram o salto que nenhum filósofo grego tinha conseguido dar. A democracia grega tinha se mostrado impotente de resolver conflitos da intimidade, pois era eficaz somente no coletivo das decisões tomadas e dos discursos da Ágora Ateniense. A moral não destrói a natureza humana, porém a qualifica, a capacita, a torna apta para o reconhecimento do ser humano como um ser que possui moral, e deve viver no reconhecimento da moral própria e da moral do próximo, logo, moral universal, porque a moral não é mutável de acordo com o tempo e aos critérios individuais de cada pessoa; ela é perene e se aplica igualmente aos seres humanos indistintamente". A Igreja Católica foi à primeira instituição no mundo a se opor contra a escravidão, tanto que no século XVII o Papa Bento XIV punia com pena de excomunhão qualquer católico que oprimisse a liberdade de uma criatura de Deus. O iluminismo não foi à luz do mundo, mas a Igreja Católica. Os católicos quando vitimados pela decadência dos povos bárbaros, foram eles que sustentaram toda a cultura clássica, principalmente os ensinos dos padres apostólicos e a utilização dos métodos do "Trivium", construindo o conhecimento através da retórica, da lógica e da gramática; e do "Quadrivium" com a aritmética, a geometria, a música e a astronomia. As universidades são criações da Igreja Católica, e foram nelas que os escolásticos, com a investigação acadêmica, edificaram o conceito de Estado Civil e dignidade humana, o que somos hoje, enquanto detentores do conhecimento foram eles que possibilitaram ao homem os meios de produzir a investigação científica. A ordem beneditina trouxe até nós as bibliotecas, os dominicanos abriram as portas para o que é o ser humano e sua alma. Foi da religião que nasceu os direitos humanos, pois ela é a única instância com suficiência moral para criar, gerir e administrar o que é peculiar da humanidade. Lutero estava errado? A Igreja não teria sido o mal a ser batido? A unidade que os protestantes nunca tiveram ou possuíram esta na Igreja Católica. Aos protestantes falta uma mística profunda, que temos no catolicismo que nos tornam ainda mais virtuosos, ao invés de nos julgarmos santos já em vida, cremos que o caminhar no dia a dia em direção ao céu, errando e acertando e consertando, isso é caindo batendo a poeira e dando a volta por cima. O Batismo é o nosso registro no livro da vida, somos sim limpos no primeiro momento do Batismo, se morremos naquele momentinho vamos sim direto para o céu, mais depois que começamos a perca de novo, isso é impossível. O que mais admirei nos católicos foi a UNIDADE. Por exemplo, na minha cidade tem muitos templos protestantes. Igrejas Católicas também tem muitas, mais se qualquer pessoa entrar em qualquer uma que seja dessas aqui, ou em qualquer parte do mundo, estará entrando na mesma Igreja. O que acontece aqui acontece m qualquer parte do mundo. Essa é a essência da Unidade. Com tudo isso, pude observar que a única Igreja que realmente foi criada por Jesus Cristo foi a Igreja Católica. Pois o cristianismo já tinha caminhado por 1517, quando houve o rompimento. Das igrejas que conheço, a Luterana é a igreja mais velha, depois a ASSEMBLEIA DE DEUS que passou dos cem anos a pouco tempo. Pois veja, tem no Brasil hoje mais de 33.800 igrejas ditas cristã, cada uma ensinando uma verdade, e eu pergunto: Se a verdade é uma só? Como se explica isso? Caminhei muito tempo na Igreja, sem conversão, só pela razão. Pensava que era católica (assim como muitos pensam), mais quando conheci a Renovação Carismática Católica que é um grupo de oração dentro da IGREJA CATÓLICA, vi que não tinha nada de católico, ia a Igreja, somente o meu corpo, mais espiritualmente estava a km de distancia. Dentro do grupo de oração é que tive meu encontro pessoal com JESUS que aprendi a fazer a cura do meu coração, que aprendi a perdoar. O meu coração estava contaminado pela magoa ódio e rancor e decepções. Depois que JESUS fez a faxina, tive a minha vida transformada, meu casamento reconstruído, enfim conheci a gloria de DEUS.

Prezados Sra Rosa,Salve Maria!

Parabéns pelo seu ótimo testemunho e vida transformada.seu testemunho foi na verdade uma Verdadeira Aula para todos nós Católicos ou não(principalmente).

Permita-me que destaquei algumas coisas as quais tenho conhecimento de seu testemunho as quais são importantes e que com certeza ajudarão a muitos(as) que poderão ler o seu relato.
Parabéns que Deus e Nossa Senhora a abençoe hoje e sempre na sua vida,e de sua família também!

Ad Majorem Dei Gloriam,

EDGAR LEANDRO DA SILVA