domingo, 25 de outubro de 2026

DEBATES: “Cada um no seu caminho? Mas, Cristo indicou o caminho da unidade que é Pedro!”



 Prezados Irmãos e Irmãs, Salve Maria.

Hoje estarei postando a última parte do debate o qual eu tive com o Cismático. Vale a pena conferir!


“Bispo” 4

Senhor Edgar Leandro, Salve Cristo Rei.

Agradeço sua mensagem e o zelo com que defende a fé que professa. Entretanto, é preciso separar a tradição apostólica original da interpretação posterior que Roma consolidou em torno de si mesma. De fato, Cristo confiou a Pedro as chaves do Reino (Mt 16,19), mas em nome de todos os Apóstolos. A autoridade que ele recebeu foi pastoral e representativa, não imperial. Ele é sinal da unidade, não substituto do Cristo. Pedro recebeu as chaves, mas no mesmo Evangelho, o próprio Cristo declara que todos os Apóstolos participarão do governo de sua Igreja:

 

“Em verdade vos digo que, quando o Filho do Homem se assentar no trono de sua glória, também vós vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mt 19,28).

Isso mostra que a autoridade é colegial, e não concentrada em um só. Quanto ao Concílio de Jerusalém, o texto não diz que Pedro “decidiu” — ele opinou e foi ouvido, mas quem concluiu e pronunciou o veredito foi Tiago, líder da Igreja de Jerusalém (At 15,13-21). Se o colégio tinha cabeça, essa cabeça era Cristo, não um Apóstolo isolado. Santo Irineu, ao falar da “principalidade” de Roma, reconhecia a importância moral e pastoral daquela Igreja por causa de sua fidelidade antiga e não por um direito divino de domínio sobre as demais. Ele cita Roma como exemplo de ortodoxia daquele tempo, não como sede eterna de poder supremo.

O mesmo Irineu corrigiu bispos de Roma quando estes se desviaram da caridade, o que prova que ele não via Roma como infalível. A frase “Pedro falou pela boca de Leão” no Concílio de Calcedônia foi uma exclamação de louvor ao conteúdo da carta de Leão, não uma canonização do papado. Tanto é que o mesmo concílio limitou a pretensão romana, concedendo igual privilégio à Sé de Constantinopla.

A verdadeira unidade da Igreja não depende de submissão jurídica, mas de fidelidade espiritual e doutrinária. A comunhão com Cristo e com a fé dos Apóstolos é o verdadeiro critério de unidade. O Espírito Santo não está preso a Roma nem a nenhum trono terrestre.

As divisões que você menciona não nascem da ausência de um Papa, mas do afastamento da verdade apostólica. A história mostra que Roma também gerou cismas, abusos e desvios que obrigaram muitos a preservar a fé fora de sua estrutura. Cristo é a cabeça da Igreja (Ef 1,22), e todos os que permanecem na fé apostólica, nos sacramentos e na caridade participam de sua unidade. Reduzir a salvação à submissão a uma sede específica é repetir o erro dos fariseus, que achavam que Deus estava confinado ao Templo de Jerusalém. Rezo pela unidade, sim — mas na verdade e na liberdade do Espírito, não na imposição de uma jurisdição humana. Porque “fora de Cristo, ninguém se salva”, e Cristo não é Roma: Ele é o Senhor de toda a Terra.

 

Apostolado 4

Senhor “X”, Salve Maria.

 

Agradeço mais uma vez por sua resposta e a oportunidade de estarmos debatendo sobre estes assuntos.

 

De fato, Cristo é a Cabeça da Igreja e nenhum Papa substitui Jesus.

 

Mas note meu Caro “X” , como o Primado de Pedro é claríssimo nos textos da Sagrada Escritura:

 

Pedro é o primeiro a anunciar o Evangelho aos judeus (Atos, II, 14), a batizar os gentios (2, 41, 10, 48), a operar o primeiro milagre (3,1-8), a receber e curar os enfermos, até com sua sombra (5, 15), a tomar a palavra no Concílio de Jerusalém, (15, 7)

 

Cristo falava Aramaico, em aramaico Pedro e pedra são ambos Cefas (=pedra), Pedro foi o único Apostolo o qual foi trocado o nome Pedro (Jo 1,42);é o mais nomeado no Novo Testamento pelo menos 4 vezes a mais que São  João. Que é sempre o  primeiro na lista dos Evangelistas (Mt 10,2-4,Mc 3,16-19,Lc 6,13-16);que só a Pedro, EM RESPOSTA A SUA PROFISSÃO DE FÉ maravilhosa, Cristo fez a solene Promessa, e a ele concedeu as chaves do reino dos céus;(Mt 16,19) que só a Pedro confiou seu rebanho; (Jo 21,15-17)que a Pedro apareceu em primeiro lugar após a ressurreição;(Lc 24,34)...

 

O colégio apostólico existe, sim, mas como todo colégio precisa de uma cabeça, Pedro foi colocado nessa missão.

 

No Concílio de Jerusalém, a palavra decisiva foi a de Pedro! Ele falou primeiro e deu a decisão.  (At 15,7-11) e Tiago resume e propõe medidas práticas, mas a decisão partiu da intervenção de Pedro!

 


Quanto a Santo Irineu, ele afirma claramente que é necessário que toda Igreja concorde com Roma por causa de sua principalidade. Isso vai além de honra: é critério de ortodoxia:

 

“Com esta Igreja [de Roma], por causa de sua mais poderosa principalidade, é necessário que toda Igreja concorde, pois nela sempre foi conservada a tradição apostólica.” (Adv. Haer. III,3,2).

 

E no Concílio de Calcedônia, os bispos reconheceram que Pedro falava pela boca do Papa Leão, aceitando Roma como referência doutrinal.

 

O concílio aceitou o Famoso “Tomo do Leão” como norma de fé contra a heresia monofisita, o que mostra claramente a autoridade doutrinal de Roma.

 

Agora Genésio, de fato alguns bispos em Calcedônia tentaram equiparar Constantinopla a Roma no cânon 28, mas o Papa Leão Magno rejeitou esse artigo. A primazia de Roma não depende de política imperial, mas da sucessão de Pedro Tanto que a validade do Concílio de Calcedônia só foi reconhecida universalmente porque Roma o ratificou...


É claro que papas são homens falhos, mas a infalibilidade não é impecabilidade!

 

A Infalibilidade é a promessa de Cristo de que a Igreja não errará em matéria de fé e moral (Mt 16,18; Jo 16,13).

 

Houve papas fracos, pecadores e até políticos, mas nenhum definiu dogma contra a fé!

 

Você estar correto quando diz que o Espírito sopra onde quer (Jo 3,8). Mas Cristo estabeleceu meios visíveis de unidade!

 

Agora Dizer:  “não precisamos de Roma” é como dizer:  “não precisamos de um corpo, basta a alma”. A fé cristã é encarnada, tem sinais visíveis!

 

É por isso que, como católico, não posso aceitar a ideia de que a Igreja pode estar dividida em várias ‘sucessões paralelas’. A unidade que Cristo pediu é um só rebanho e um só pastor (Jo 10,16), e essa unidade se realiza na comunhão com Pedro e seus sucessores!

 

"Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos"(Atos 4,12) somente Cristo Salva.

 

Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas (Col 1,18)

 

A cabeça meu caro Genésio, tem que estar unida ao corpo! você não pode separar. Cristo só ele salva mas que estar unido ao seu corpo que é a Igreja!  Portanto fora do corpo(da Igreja) não há salvação porque este corpo estar unido a cabeça!

 

E aí meu caro, vamos nos unir a este Corpo, juntamente com a cabeça?

 

Ad Majorem Dei Gloriam,

 

EDGAR LEANDRO DA SILVA


“Bispo” 5

Nobre irmão em Cristo essa dialética é proveitosa porém cada um no seu caminho, o senhor com o papa e eu com Cristo e assim seguimos ao encontro do mestre... Respeito sua escolha.

 

Apostolado 5

Prezado “x” , Salve Maria.


Também respeito sua posição e fico feliz que tenhamos podido dialogar fraternalmente.

 

Apenas recordo, com toda a caridade, que estar com o Papa não é estar separado de Cristo, mas estar unido àquele a quem Cristo confiou o rebanho: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,17).

 

Pedro não fala em seu próprio nome, mas em nome de Cristo, e é exatamente isso que garante a unidade da Igreja desde o princípio.

 

Caminhar com o Papa é caminhar com Cristo e com a Igreja que Ele mesmo fundou (Mt 16,18).

 

Que o Espírito Santo nos conceda um dia a plena comunhão na verdade e no amor.

 

E Como dizia Santo Agostinho: Roma locuta, causa finita est.

 

A Propósito, o convido para quando desejar acessar e conhecer o Nosso Blog Defesa Católica. segue o Link:

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EDGAR LEANDRO DA SILVA


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