domingo, 1 de novembro de 2026

RESPOSTA CATÓLICA: “E exatamente por ser católico que eu não reconheço como papas legítimos os papas de depois do mal chamado concílio Vaticano II, foram todos hereges modernistas, todos falsos papas. Eucumenistas, que ensinaram contra o dogma de que fora da Igreja não há salvação.”

 



Prezado André, Salve Maria.

 

O Concílio Vaticano II (1962–1965) foi convocado pelo Papa João XXIII e concluído por Paulo VI.

 

Ele não mudou nenhum dogma da fé católica; ao contrário, reafirmou os princípios da Igreja, mas buscou *atualizar a linguagem e a pastoral* para dialogar melhor com o mundo moderno.

 

A Igreja reconhece plenamente o Vaticano II como um concílio *legítimo e ecumênico*, guiado pelo Espírito Santo.

 

A Igreja Católica reconhece como legítimos todos os Papas após o Vaticano II: João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI, Francisco e o Atual Leão XIV.

 

Recusar-se a reconhecer a legitimidade dos Papas é cair em posição chamada de sedevacantismo, um movimento pequeno e marginal que afirma que a Sé de Pedro estaria "vaga" desde o Vaticano II.

 

A Igreja considera essa posição cismática, isto é, separada da comunhão católica.

 

Sobre o dogma “Fora da Igreja não há Salvação” Esse dogma é verdadeiro, mas precisa ser bem compreendido:

 

Significa que toda salvação vem de Cristo e da Igreja fundada por Ele.

 

No entanto, o próprio Catecismo (CIC 847–848) explica que aqueles que, sem culpa própria, não conhecem Cristo nem a Igreja, mas procuram a Deus sinceramente e seguem sua consciência, também podem ser salvos pela graça de Cristo.

 

O Vaticano II não aboliu esse dogma, apenas *aprofundou a sua explicação*, mostrando a misericórdia e a universalidade da salvação em Cristo.

 

Logo, você com este comentário acima, estar nada mais nada menos que repetindo uma visão radical e não oficial típica de grupos extremados ou sedevacantistas!

 

Logo meu irmão, vamos nos unir plenamente a única Igreja de Cristo e ensiná-la e defende-la em sua integridade contra os seus inimigos fora, mas dentro também da Igreja.

 

Você não gostaria de me ajudar? Bora ou Vamos?

 

Ad Majorem Dei Gloriam,

EDGAR LEANDRO DA SILVA


MAIS DO MESMO...


“Os sedevacantistas não estão em comunhão com a igreja? Mas o CVII na unitatis redintegratio afirma que os protestantes e cismáticos estão em comunhão parcial com a Igreja, e que suas seitas são meios de salvação Na verdade ele afirma que a própria seita tem comunhão parcial É a Igreja frakstein”

 

André,

 

De fato, O documento Unitatis Redintegratio (1964), sobre o ecumenismo, fala de uma “comunhão imperfeita” ou “parcial” que os cristãos não católicos têm com a Igreja Católica.

 

Isso não significa que as comunidades protestantes ou ortodoxas sejam “parte da Igreja” no mesmo sentido que a Igreja Católica é.

 

O Concílio reconhece que nessas comunidades existem elementos da verdade e da santificação (como a Bíblia, o Batismo, a fé em Cristo, etc.), que provêm originalmente da Igreja Católica e continuam a agir como meios de graça.

 

Ou seja: os elementos são católicos na origem, mas permanecem eficazes mesmo fora da plena comunhão.

 

Um Protestante por exemplo, que é batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, esse batismo é *válido* e o incorpora *realmente* à Igreja de Cristo, ainda que não em plena comunhão visível com o Papa.

 

Logo, O Concílio não disse que as seitas em si mesmas salvam. O que ele afirmou é que *os elementos de verdade e graça presentes nelas podem ser instrumentos pelos quais Deus age*

 

O documento Unitatis Redintegratio §3 ensina que:

“Entre os elementos ou bens, muitos e de grande valor, que se encontram fora do âmbito visível da Igreja Católica [...] todos estes, que procedem de Cristo e conduzem a Ele, pertencem por direito à única Igreja de Cristo.”

 

Então, a salvação não vem da “seita” em si, mas de Cristo que age por meio dos elementos verdadeiros que ainda existem nessas comunidades.

 

Logo a Doutrina do Concílio Vaticano II é bem clara:

 

A Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica (Lumen Gentium, 8).


Somente na Igreja Católica se encontra a plenitude dos meios de salvação.


As comunidades cristãs separadas possuem apenas elementos parciais, que podem ajudar as pessoas de boa fé a se aproximarem da salvação, mas não substituem a Igreja.

 

Espero ter ajudado,

Ad Majorem Dei Gloriam,

EDGAR LEANDRO DA SLVA


“E porque você colocou seita entre aspas? Você não considera as igrejas protestantes verdadeiras seitas?”

André,

 

Eu coloquei ‘seita’ entre aspas porque a própria Igreja Católica, nos documentos oficiais mais recentes, evita usar esse termo para falar dos protestantes. Não é que eu não os considere separados da Igreja, mas a palavra ‘seita’, hoje, soa ofensiva e pode dar a impressão de que a Igreja considera que tudo é igual. O termo que a Igreja usa é ‘comunidades eclesiais separadas’.

 

Apesar que tecnicamente, poderiam ser chamados de seitas.

 

Ad Majorem Dei Gloriam,


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