Prezado André, Salve Maria.
O Concílio
Vaticano II (1962–1965) foi convocado pelo Papa João XXIII e concluído por
Paulo VI.
Ele não mudou
nenhum dogma da fé católica; ao contrário, reafirmou os princípios da
Igreja, mas buscou *atualizar a linguagem e a pastoral* para dialogar
melhor com o mundo moderno.
A Igreja reconhece
plenamente o Vaticano II como um concílio *legítimo e ecumênico*, guiado
pelo Espírito Santo.
A Igreja Católica
reconhece como legítimos todos os Papas após o Vaticano II: João XXIII, Paulo
VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI, Francisco e o Atual Leão XIV.
Recusar-se a
reconhecer a legitimidade dos Papas é cair em posição chamada de sedevacantismo,
um movimento pequeno e marginal que afirma que a Sé de Pedro estaria
"vaga" desde o Vaticano II.
A Igreja considera
essa posição cismática, isto é, separada da comunhão católica.
Sobre o dogma “Fora
da Igreja não há Salvação” Esse dogma é verdadeiro, mas precisa ser bem compreendido:
Significa que toda
salvação vem de Cristo e da Igreja fundada por Ele.
No entanto, o próprio
Catecismo (CIC 847–848) explica que aqueles que, sem culpa própria, não
conhecem Cristo nem a Igreja, mas procuram a Deus sinceramente e seguem sua
consciência, também podem ser salvos pela graça de Cristo.
O Vaticano II não
aboliu esse dogma, apenas *aprofundou a sua explicação*, mostrando a
misericórdia e a universalidade da salvação em Cristo.
Logo, você com este
comentário acima, estar nada mais nada menos que repetindo uma visão radical e
não oficial típica de grupos extremados ou sedevacantistas!
Logo meu irmão, vamos
nos unir plenamente a única Igreja de Cristo e ensiná-la e defende-la em sua
integridade contra os seus inimigos fora, mas dentro também da Igreja.
Você não gostaria de
me ajudar? Bora ou Vamos?
Ad Majorem Dei
Gloriam,
EDGAR LEANDRO DA
SILVA
MAIS DO MESMO...
“Os sedevacantistas não estão em comunhão com a igreja? Mas o CVII na unitatis redintegratio afirma que os protestantes e cismáticos estão em comunhão parcial com a Igreja, e que suas seitas são meios de salvação Na verdade ele afirma que a própria seita tem comunhão parcial É a Igreja frakstein”
André,
De fato, O documento Unitatis Redintegratio (1964),
sobre o ecumenismo, fala de uma “comunhão
imperfeita” ou “parcial” que os cristãos não católicos têm com
a Igreja Católica.
Isso não significa
que as comunidades protestantes ou ortodoxas sejam “parte da Igreja” no
mesmo sentido que a Igreja Católica é.
O Concílio reconhece
que nessas comunidades existem elementos da verdade e da santificação
(como a Bíblia, o Batismo, a fé em Cristo, etc.), que provêm originalmente
da Igreja Católica e continuam a agir como meios de graça.
Ou seja: os
elementos são católicos na origem, mas permanecem eficazes mesmo fora da
plena comunhão.
Um Protestante por
exemplo, que
é batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, esse batismo é *válido* e o incorpora *realmente* à Igreja de Cristo,
ainda que não em plena comunhão visível com o Papa.
Logo, O Concílio não
disse que as seitas em si mesmas salvam. O que ele afirmou é que *os
elementos de verdade e graça presentes nelas podem ser instrumentos pelos
quais Deus age*
O documento Unitatis
Redintegratio §3 ensina que:
“Entre os elementos ou bens, muitos e de grande valor, que
se encontram fora do âmbito visível da Igreja Católica [...] todos estes, que
procedem de Cristo e conduzem a Ele, pertencem por direito à única Igreja de
Cristo.”
Então, a salvação não
vem da “seita” em si, mas de Cristo que age por meio dos elementos verdadeiros
que ainda existem nessas comunidades.
Logo a Doutrina do
Concílio Vaticano II é bem clara:
A Igreja de Cristo subsiste na Igreja
Católica (Lumen Gentium, 8).
Somente na Igreja
Católica se encontra a plenitude
dos meios de salvação.
As comunidades
cristãs separadas possuem apenas elementos
parciais, que podem ajudar as pessoas de boa fé a se
aproximarem da salvação, mas não
substituem a Igreja.
Espero
ter ajudado,
Ad
Majorem Dei Gloriam,
EDGAR
LEANDRO DA SLVA
“E porque você colocou seita entre aspas? Você não considera as igrejas protestantes verdadeiras seitas?”
André,
Eu coloquei ‘seita’
entre aspas porque a própria Igreja Católica, nos documentos oficiais mais
recentes, evita usar esse termo para falar dos protestantes. Não é que eu não
os considere separados da Igreja, mas a palavra ‘seita’, hoje, soa ofensiva e
pode dar a impressão de que a Igreja considera que tudo é igual. O termo que a
Igreja usa é ‘comunidades eclesiais separadas’.
Apesar que tecnicamente,
poderiam ser chamados de seitas.
Ad
Majorem Dei Gloriam,


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