domingo, 20 de maio de 2018

NOSSA SENHORA:OS FALSOS DEVOTOS DE NOSSA SENHORA


Prezados Irmãos e Irmãs,Salve Maria!
Por Edgar Leandro da Silva
Uma vez que falamos do porque se consagrar á Maria Satissima,para sermos verdadeiros devotos dela,podemos agora e com toda maturidade e dizer quem não é um verdadeiro devoto e como a verdade é única,em oposição a uma multiplicidade de erros,assim também a verdadeira devoção a Maria conta com uma série de falsificações e contrafações.
Tomarei como base de apoio,a pequena tipologia das chamadas falsas devoções estabelecida por São Luis Maria Grignion de Montfort no seu preciso tratado. São sete,com efeito,as classes de falsos devotos que podemos encontrar. Vejamos logo abaixo e de forma resumida,as notas características de cada um deles:
Os devotos Críticos: estes na verdade,são aqueles que nã tem fé.e nisos poderíamos colocar dois extremos ou seja aquele que não crer em nada e aqueel que crer em tudo e até naquilo que não precisa crer. Ou seja o devoto crítico em si mesmo é aquele que olha com uma visão de falta de Fé e isso pode-se atribuir aos milagres,aparições,sinais claros da presença da graça divina no dia a dia,mas tudo isso é tido como coisa medieval,coisa ultrapassada. A pessoa acaba sendo tão critica que termina criticando aquilo que é a Fé da Igreja e não é rao encontramos hoje em dia pessoas que exatamente criticando a devoção a virgem maria terminam reduzindo a virgem santíssima numa mulher qualquer ou no máximo em uma discípula de Jesus.e estas pessoas tem a maior difuculdade para entender o verdadeiro mistério da encarnação ou seja que Cristo,não é um homem qualquer e sim Deus que se fez homem assim também como os dogmas marianos. 
Os devotos escrupulosos: o próprio papa São João Paulo II, Testemunhou na vida dele que até certo momento,ficou em duvida se ele deveria ser devoto da virgem maria e se ele não deveria deixar um pouco de lado deixar a devoção de sua infância ou então ter outro caminho mais cristocentrico, eSão Luiz resolveu colocar no tratado, como ele de fato coloca,Jesus Cristo,no centro de tudo e a razão de ser é esta: a Lua não tira a glória do sol. Muito pelo contrário,ao venerar e amar a luz que vem da lua nos estamos glorificando uma luz que na verdadeé o reflexo da luz do sol. Ou seja quando nos ajoelhamos diante da virgem maria,nós estamos nos ajoelhando diante daquilo que há de Deus nela e não precisamos ter medo disso. Quando nos ajoelhamos diante de uma imagem você não estar realizando um ato de idolatria você estar reconhecendo que naquela mulher,cuja a imagem é a representação habita algo de divino,não somente porque o seu filho,esteve em seu ventre durante 9 meses mas porque em todos nós quando a graça divina estar ali é o Cristo que estar lá.Se São Paulo pode dizer,como ele diz na carta aos Galátas,eu vivo mas não sou eu é Cristo que vive em  mim(Gl 2,20) quanto mais a virgem maria!
Os devotos Exteriores: São aqueles que estão apegados a sinais exteriores.ou seja usar medalhas,correntes,sinais externos de devoção mas,não quer saber da verdadeira devoção interna no fundo estamos diante de um resquício,do paganismo e das religiões não cristãs.há uma observação externa das coisas,das práticas ritualísticas externas mas sem a atitude interior daquilo que diz o salmo: este povo me louva com os lábios mas seu coração estar longe de mim então precisamos aqui nos colocar diante de Deus e pedir a ele uma conversão ao nosso coração.isso porque a devoção estar voltada para a mudança da vida,do devoto.
Os Devotos presunçosos: o devoto presunçoso é aquele que acha que vai ser salvo sem conversão sem mérito nenhum então ele se apega ao fato de que ele usa o escapulário e que Nossa senhora garantiu que ele seria salvo mas ele não deixa o pecado, não muda de vida não se arrepende de nada.
 Os Devotos inconstantes: são aquelas pessoas que não conseguem levar pra frente as coisas uma das razões da inconstância é quando a pessoa dar um passo maior que as pernas ou seja ela coloca uma lista tão grande de coisas que precisa fazer ela ao invés dela se preocupar com a mudança do coração  atitude interna ela quer imediamente viver heroicamente os jejuns,terços,novenas,missas todo tipo de devoção mas muda e muda sempre constamente.uma coisa tão comum,e é importante nós pedirmos a Deus esta graça da perseverança.
Os Devotos Hipócritas: São Luiz Grignion de Montfort em seu livro Tratado da Verdadeira Devoção á Santissima Virgem ele se dedica apenas um pequeno parágrafo sobre estes devotos. Mas,com certeza se ele vivesse nos tempos de hoje,talvez ele escrevesse um livro sobre o assunto.porque é triste ver a hipocrisia de algumas pessoas que na Igreja com saias e véus,correntes,escapulários,medalhas ,fazendo caras e bocas gestos e expressões de santidade de devoção dentro da Igreja depois ofendem a virgem maria da forma mais grosseira,e com o tipo de vida mais imoral e infelizmente a gente ver que isso não é uma coisa rara são uns “verdadeiros devotos” usados pelo Diabo que é o pai da mentira como diz na sagrada escritura(Jo 8,44)
Os Devotos Interesseiros: são aqueles que querm negociar com a virgem maria para pedir algum beneficio temporal ou que a invocam com um espírito “mágico”, como se esta ou aquela oração, este ou aquele sacrifício,á semelhança de uma “moeda de troca”,tivessem por si sós o poder de “forçar”  a vontade de Nossa Senhora a condeder-nos as coisas que desejamos. Estes, enquanto estão satisfeitos consigo,vivem esquecidos de Maria e a ela só voltam o olhar quando a necessidade lhes bate á porta.
Estes então são os sete tipo de devotos falsos mas para vivermos a verdadeira devoção então, precisamos antes de tudo nos acautelar e mais do que isso exorcizar este tipo de atitude. Que Deus nos ilumine,para que possamos viver a verdadeira devoção á santíssima virgem!
In Corde Iesum et Mariae Semper,
EDGAR LEANDRO DA SILVA
Cf. São Luís M.ª G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 39.ª ed., Petrópolis: Vozes, 2009, p. 97, n. 93.

domingo, 13 de maio de 2018

NOSSA SENHORA: PORQUE SE CONSAGRAR A NOSSA SENHORA?


Prezados Irmãos e Irmãs,Salve Maria!
Por Edgar Leandro da Silva

Prezados Irmãos e Irmãs,Salve Maria!
Neste artigo de hoje,gostaria de apresentar os motivos para nos consagrarmos á virgem maria. Motivações para que as pessoas,assim como eu, realizarem este ato,heroico de entrega a confiança  á virgem maria.
São Luiz,em seu tratado da verdadeira devoção á santíssima virgem Maria,dedica todo um capítulo a esta realidade motivacional. Ele apresenta oito motivos fundamentais dos quais as pessoas devem se consagrar á virgem maria,são quase 50 páginas do tratado que trata desta realidade.
mas eu gostaria de apresentar de forma mais “sintética” os motivos adaptado á nossa realidade nos dias de hoje.
Existe um problema sério e fundamental em nosso relacionamento com Deus. Nós queremos  nos entregar por inteiro á Deus. Este é motivo nº1 apresentado por São Luiz,mas tem alguma coisa que nos impede de nos entregarmos por inteiro. Você pode fazer a consagração á Jesus Cristo dizendo que é o seu senhor e Salvador,se entrega mas daqui a pouco você pode estar pedindo de volta.ou seja não existe perseverança em nossa entrega total inteira que é motivo nº8 apresentado por São Luiz,mas porque as pessoas não conseguem se entrega por inteira a Deus,porque não existe uma liberdade interior. As pessoas são muit apegadas a tudo aquilo que elas tem o que elas são é razão do motivo nº 6 apresentado por São Luiz,então sendo assim precisamos mesmo de um método que funcione porque os métodos que as pessoas utilizem para se entregar a Deus não estão funcionando.
Mas porque, poderíamos perguntar,Maria é um caminho tão eficaz,um instrumento tão útil para supermos tais obstáculos,Aqui é preciso lembrar que,ao pecarem,Adão e Eva,criados amigos e familiares de Deus,passaram a vê-lo como um inimigo,uma figura temível e agressiva. Foi por isso que, ao lhe ouvirem os passos jo jardim do Éden,á hora da brisa da tarde,nossos primeiros pais se esconderam de sua face,no meio das árvores(Gn 3,8). Enganados pela antiga serprente, comprararm a mentira de que o Senhor, na verdade,era um “embusteiro”,que bem sabia que,no dia em que comessem do fruto proibido,seus olhos se abriram e eles seriam como deuses(Gn 3,5)
É por isso que nós manchados pela culpa original, as relíquias do pecado original e fracassamos na nossa pretensão de nos entregarmos a Deus e aí veio a solução apresentado pelo próprio Deus diz:
“Porei inimizade entre ti e a mulher entre a tua descedencia e a descedencia dela”(Gn 3,15) e a aqui nos vemos atração feita peal a virgem maria motivo nº3 aprentado por São Luiz.
A Virgem santíssima verdadeiramente por ser mãe ela faz cair todas as resistências. Quem recearia entregar uma m iãe tão boa,cheia de misericórdia e doçura,todos os seus bens,familiares,saúde,dinheiro,boa fama etc, Acaso não nos é mais fácil conseguir o que queremos ou precisamos de nosso pai se primeiro recorremos á nossa mãe, Se é assim,na ordem natural,porque haveria de ser diferente na ordem da graça e das necessidades do espirito, Se temos medo de dar tudo a Deus,entreguemo-nos primeiro a Maria,que,sendo a mais humilde das servas,há de entregar-nos a Jesus.
Nós nos entregamos intimamente a Jesus,porque nos entregando a ela entregamo-nos como filhos dela unidos a Jesus.é a razão nº5 isso com profunda humildade porque o próprio Jesus fez isso  Seguimos humildemente os exemplos dos passos de Jesus que durante 30 anos,na obediêcia de Nazaré foi humilde e esta é a razão nº2 e com isso deu mais Glória a Deus, do que com sua vida pública razão nº4.
Não fazemos isso somente para nós porque ao entregarmos tudo inclusive os valores,das nossas obras,estamos fazendo um bem imenso não só para nós mas para todo o corpo místico de Cristo,ao próximo que irá lucrar com a nossa entrega esta é a razão nº7 .
E é assim que nos entregamos então a virgem maria por estes motivos.


domingo, 6 de maio de 2018

NOSSA SENHORA: O TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO Á SANTISSIMA VIRGEM


Prezados Irmãos e Irmãs,Salve Maria!
Por Edgar Leandro da Silva
Neste mês de maio,mês das Mães e mês também de Nossa Senhora que é a Nossa “Mãe das Mães” O Nosso Blog Defesa Católica estará fazendo ao longo do mês uma homenagem para a mesma  explicando sobre a vida  e do Tratado da Verdadeira Devoção á Santissima Virgem,baseado no método de São Luiz Maria Grignion de Montfort:


Quem já leu este livro? eu já! e também para quem não sabe, Foi um livro de cabeceria do Papa São João Paulo II,assim como também o Papa São Pio X. 

Não se trata também de método inventado  por São Luiz Maria Grignion de Montfort  a perfeita consagração á Maria,na verdade é obra do próprio Cristo que pouco antes  de expirar  entregou sua mãe Santissima  aos cuidados do Discípulo amado: “Mulher,eis aí o teu filho(Jo 19,26)
Trata-se de um estudo sistemático dos princípios fundamentais da consagração mariana que tem por finalidade mais do que a simples teoria,levar ao devoto de Nossa Senhora, a viver plenamente a verdadeira devoção á Virgem Santissima e,assim,corresponder ao chamado á santidade que Deus faz a todos nós!
 É uma das obras mais importantes de espiritualidade mariana!
Não se trata aqui de esgotar sobre o assunto,e sim apenas estaremos destacando algumas coisas que consideramos importantes comentar sobre o assunto.
Também teremos como base neste estudo o curso do Padre Paulo Ricardo chamado: “Consagração Total a Nossa Senhora”
Por isso convidamos nossos irmãos e irmãs, para acompanharem ao longo deste mês,mais esta pequena homenagem de nosso Apostolado á Nossa Senhora!
Vale muito a pena sempre conferir!
Ad Majorem Dei Gloriam,
EDGAR LEANDRO DA SILVA

domingo, 29 de abril de 2018

RESPOSTAS CATÓLICAS: Irmão, Salve Maria imaculada, gostaria de saber uma coisa, alguém que sabe que a igreja católica é a igreja de Cristo, e a nega, essa pessoa é salva? Protestante que ataca a igreja de forma deliberada alcança a salvação mesmo sem comungar os sacramentos da igreja e ainda os condenar?


Por Edgar Leandro da Silva 

Prezado Ivaldo,Salve Maria!
Nestes casos levantados por você,não parece haver boa fé.Se houver,o que é muito dificil julgar,será salvo se viver bem. A igreja Católica tem como verdade de Fé que “Fora Dela Não há Salvação” como ensina o Catecismo da Igreja Católica:
FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO»
846. Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo.

 O santo Concílio «ensina, apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, que esta Igreja, peregrina na terra, é necessária à salvação. De facto, só Cristo é mediador e caminho de salvação. Ora, Ele torna-Se-nos presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ao afirmar-nos expressamente a necessidade da fé e do Baptismo, Cristo confirma-nos, ao mesmo tempo, a necessidade da própria Igreja, na qual os homens entram pela porta do Baptismo. É por isso que não se podem salvar aqueles que, não ignorando que Deus, por Jesus Cristo, fundou a Igreja Católica como necessária, se recusam a entrar nela ou a nela perseverar» (341).

847. Esta afirmação não visa aqueles que, sem culpa da sua parte, ignoram Cristo e a sua igreja.

Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade conhecida através do que a consciência lhes dita» 342


848. «Muito embora Deus possa, por caminhos só d'Ele conhecidos, trazer à fé, «sem a qual é impossível agradar a Deus» (343), homens que, sem culpa sua, ignoram o Evangelho, a Igreja tem o dever e, ao mesmo tempo, o direito sagrado, de evangelizar» (344) todos os homens.
(Catecismo da Igreja Católica,846-848)
  
Jesus Cristo, o Filho de Deus, só confiou à Sua Igreja que é Una, Santa, Católica, Apostólica, por intermédio do Magistério da Igreja Católica (os bispos católicos em comunhão com o papa, sucessor do apóstolo Pedro) a tarefa de guardar, defender, interpretar sob a inspiração do Espírito Santo, e transmitir fielmente a todos os povos, o monopólio da Verdade, isto é, a "Verdade profunda tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens".
Logo, Pertencer a uma seita protestante qualquer, não é pertencer à Igreja de Cristo de modo algum, é sim um impedimento para a Salvação. É certo que muitos deles encontram-se também em negação pertinaz da Verdade, embora sejam capazes de compreendê-la. Para estes só restará o fogo do inferno, pois fizeram como os fariseus, que viram a Verdade, mas não a aceitaram porque não quiseram.
Entretanto devemos sempre procurar a evangelização dos protestantes e procurar lhes ensinar a Verdade.
Devemos sempre meu caro Ivaldo, rezar pela conversão deles!
Espero ter ajudado,
Ad Majorem Dei Gloriam,
EDGAR LEANDRO DA SILVA

domingo, 22 de abril de 2018

RESPOSTAS CATÓLICAS: “Alguém levantou a seguinte questão: no tempo em que Jesus foi crucificado, havia uma Lei que garantia à mãe viúva e sem fonte de renda, pedir ou solicitar às autoridades Romanas a suspensão dessa pena de morte de cruz. Dessa forma Maria poderia ter solicitado que Jesus não fosse crucificado! Isso procede?


Prezado Ricardo, Salve Maria!

Antes de mais nada, gostaria de lhe agradecer pela sua confiança depositada nas respostas deste simples Apostolado, Que Deus te abençoe!

Isso não procede. Apenas um cidadão romano podia usufruir dos benefícios do Direito Romano. São Paulo por exemplo, era um cidadão romano, conforme se comprova pela própria Sagrada Escritura:


"Haviam-no escutado até essa palavra. Então levantaram a voz: Tira do mundo esse homem! Não é digno de viver! Como vociferassem, arrojassem de si as vestes e lançassem pó ao ar, o tribuno mandou recolhê-lo à cidadela, açoitá-lo e submetê-lo a torturas, para saber por que causa clamavam assim contra ele. Quando o iam amarrando com a correia, Paulo perguntou a um centurião que estava presente: É permitido açoitar um cidadão romano que nem sequer foi julgado? Ao ouvir isso, o centurião foi ter com o tribuno e avisou-o: Que vais fazer? Este homem é cidadão romano. Veio o tribuno e perguntou-lhe: Dize-me, és romano? Sim, respondeu-lhe.
O tribuno replicou: Eu adquiri este direito de cidadão por grande soma de dinheiro. Paulo respondeu: Pois eu o sou de nascimento. Apartaram-se então dele os que iam torturá-lo. O tribuno alarmou-se porque o mandara acorrentar, sendo ele um cidadão romano." Atos 22,22-29

Agora façamos um pequeno exercício de lógica meu caro Rodrigo, e imaginemos que Maria Santissima pudesse apelar para esta lei...Ora,seria um absurdo pois Jesus veio ao mundo com o objetivo especifico de morrer por nós,esta era a sua principal missão,dar sua vida pela remissão dos nossos pecados.

Aliás já no antigo testamento no livro dos salmos, já profetizava este sofrimento que ia ser vivido por Nosso Senhor na Cruz, Livro dos Salmos:

“Meu Deus,Meu Deus porque me abandonaste,
E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos,
Meu Deus,clamo de dia e não me respondeis;
Imploro de noite e não me atendeis;
Entretanto,vós habitais em vosso santuário,
Vós,que sois a glória de Israel.
Nossos Pais puseram sua confiança em vós,
Esperaram em vós e os livrastes.
A Vós clamaram e foram salvos;
Confiaram vós e não foram confundidos.
Eu,porém,sou um verme,não sou homem.
O opróbrio de todos  e a abjeção da plebe.
Todos os que me vêem zombam de mim.
Dizem meneando a cabeça:
Esperou no Senhor,pois que ele o livre;
Que o salve,se o ama.
Sim,fostes vós que me tirastes das entranhas da minha mãe
E,seguro me fizestes repousar em seu seio.
Eu vos fui entregue desde o meu nascer,
Desde o ventre de minha mãe vois sos o meu Deus.
Não fiqueis longe de mim,pois estou atribulado;
Vinde perto de mim,porque não há quem me ajude.
Cercaram-me touros numerosos,
Rodeiam-me touros de basã;
Contra mim eles abrem suas fauces,
Como o leão que ruge e arrebata.
Derramo-me como água,
Todos os meus ossos se desconjuntam;
Meu coração tornou-se como cera,
E derrete-se nas minhas entranhas.
Minha garganta está seca qual barro cozido,
Pega-se no paladar a minha língua;
Vós me reduzistes ao pó da morte.
Sim, rodeiam-me uma malta de cães,
Cercam-me um bando de malfeitores,
Transpassaram minhas mãos e meus pés;
Poderia contar todos os meus ossos,
Eles me olham e me observam com alegria,
Repartem entre si as minhas vestes,
E lançam sorte sobre a minha túnica.
Porém,vós Senhor,não vos afasteis de mim.
Ó meu auxilio,bem depressa me ajudai!
Livrai da espada a minha alma,
E das garras dos cães a minha vida (Salmos,21,2-21)

Este Salmo Descreve fielmente o sofrimento de Nosso Senhor na Cruz,nos indica que ele,no momento da agonia, faz uma súplica e também uma citação da profecia que se concretizava.

Nossa Senhora não fez nada para impedir o sofrimento e a morte de seu filho,como Corredentora,sofrendo com ele por nós.ela poderia fazer algo,pedindo ao pai ou aos poderes da terra  mas não fez ela pensava em nós.

Espero ter lhe ajudado,

Ad Majorem Dei Gloriam,

EDGAR LEANDRO DA SILVA

quinta-feira, 19 de abril de 2018

IGREJA: BISPOS REUNIDOS EM ASSEMBLÉIA DEIXAM MENSAGEM AO POVO DE DEUS

Por CNBB
O cardeal Sergio da Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) falou aos jornalistas reunidos na Coletiva de Imprensa da 56.ª Assembleia Geral da entidade, na tarde do dia 19 de abril, e pediu a dom Murilo Krieger, vice-presidente, que lesse a mensagem da conferência ao povo de Deus.
O documento registra a comunhão do episcopado brasileiro com o papa Francisco e destaca a necessidade de promover o diálogo respeitoso para estimular a comunhão na fé em tempo de politização e polarizações nas redes sociais.
A mensagem retoma a natureza e a missão da entidade na sociedade brasileira.
Confira, na sequência, a íntegra do documento que será enviado à todas as 277 circunscrições eclesiásticas do Brasil, incluindo arquidioceses, dioceses, prelazias, entre outras.


Mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ao povo de Deus
“O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo.” (1Jo 1, 3)
Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56.ª Assembleia Geral, em Aparecida-SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço.
Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários.
A Igreja fundada por Cristo é mistério de comunhão: “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (São Cipriano). Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (cf. Ef 5, 25), assim devemos amá-la e por ela nos doar. Por isso, não é possível compreender a Igreja simplesmente a partir de categorias sociológicas, políticas e ideológicas, pois ela é, na história, o povo de Deus, o corpo de Cristo, e o templo do Espírito Santo.
Nós, Bispos da Igreja Católica, sucessores dos Apóstolos, estamos unidos entre nós por uma fraternidade sacramental e em comunhão com o sucessor de Pedro; isso nos constitui um colégio a serviço da Igreja (cf. Christus Dominus, 3). O nosso afeto colegial se concretiza também nas Conferências Episcopais, expressão da catolicidade e unidade da Igreja. O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium, 23, atribui o surgimento das Conferências à Divina Providência e, no decreto Christus Dominus, 37, determina que sejam estabelecidas em todos os países em que está presente a Igreja.
Em sua missão evangelizadora, a CNBB vem servindo à sociedade brasileira, pautando sua atuação pelo Evangelho e pelo Magistério, particularmente pela Doutrina Social da Igreja. “A fé age pela caridade” (Gl 5, 6); por isso, a Igreja, a partir de Jesus Cristo, que revela o mistério do homem, promove o humanismo integral e solidário em defesa da vida, desde a concepção até o fim natural. Igualmente, a opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência. O Papa Bento XVI afirmou que “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com a sua pobreza”. É a partir de Jesus Cristo que a Igreja se dedica aos pobres e marginalizados, pois neles ela toca a própria carne sofredora de Cristo, como exorta o Papa Francisco.
A CNBB não se identifica com nenhuma ideologia ou partido político. As ideologias levam a dois erros nocivos: por um lado, transformar o cristianismo numa espécie de ONG, sem levar em conta a graça e a união interior com Cristo; por outro, viver entregue ao intimismo, suspeitando do compromisso social dos outros e considerando-o superficial e mundano (cf. Gaudete et Exsultate, n. 100-101).
Ao assumir posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, a CNBB o faz por exigência do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventurança da perseguição (Mt 5, 11).
A Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não pode ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos.
Neste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fiéis a viverem a integralidade da fé, na comunhão eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor “para com aqueles que, em razão do seu cargo, representam a pessoa de Cristo” (LG 37). “Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor” (Papa Francisco, Mensagem para o 52.º dia Mundial das Comunicações de 2018).
Deste Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos, por sua materna intercessão, abundantes bênçãos divinas sobre todos.
Aparecida-SP, 19 de abril de 2018.
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB


FONTE:http://www.cnbb.org.br/bispos-reunidos-em-sua-56a-assembleia-geral-enviam-mensagem-ao-povo-de-deus/

domingo, 15 de abril de 2018

RESPOSTAS CATÓLICAS: Pretendo praticar a autodefesa, porque a considero de suma importância nos dias convulsionados de hoje. Ela me possibilitará também participar de campeonatos e conseguir algum dinheiro para ajudar em casa. Pergunto se há alguma posição da Igreja quanto às artes marciais?


Prezado Mateus,Salve Maria!

Diante de seu questionamento e da dificuldade de encontrar tal resposta dentro do ensinamento oficial da Igreja católica, á altura que você merece Eu Edgar resolvi mandar seu questionamento para um sacerdote sábio e que com certeza poderia ajudar. Trata-se de Monsenhor José Luiz Marinho Villac que tem uma coluna na Revista Catolicismo chamada “A palavra do sacerdote” onde o mesmo responde a diversos questionamentos,dúvidas dos leitores da revista. E justamente um dos leitores digamos “premiados” fui eu agora na edição de Dezembro e em fim sua pergunta foi respondido pelo referido sacerdote.

Eu vou postar a resposta na integra aqui,mas se quiser também pode conferir no seguinte endereço:


A Seguir então a resposta do Monsenhor ao seu questionamento que estará em Itálico.

Resposta — A pergunta de nosso missivista pode interessar não somente aos jovens leitores desejosos de praticar algum esporte de autodefesa, mas também aos pais que, no intuito de dar uma boa formação e distração sadia a seus filhos, pensam na possibilidade de matriculá-los em alguma academia de artes marciais, como karatê, judô etc.

Dentro da finalidade desta coluna, três aspectos do problema podem ser estudados: a prática de um esporte em geral; o aprendizado de técnicas de autodefesa; e a questão das artes marciais de origem oriental.
Quanto ao primeiro aspecto, ou seja, a conveniência da prática do esporte e das condições para ele ser praticado de uma maneira moralmente proveitosa, de modo particular em se tratando de moças, esta coluna já o tratou na edição de fevereiro de 2016
Legítima defesa, segundo o Catecismo




Em princípio é perfeitamente lícito, segundo a doutrina católica, o aprendizado de técnicas de defesa pessoal

No que se refere ao aprendizado de técnicas de autodefesa – que, como diz o nosso missivista, se tornaram cada vez mais necessárias à vista do aumento de todo tipo de violência na sociedade atual –, trata-se no fundo de uma das formas que pode tomar a legítima defesa.
Em seu artigo sobre o 5° Mandamento da Lei de Deus, “Não matarás” (Ex 20, 13), o Catecismo da Igreja Católica explica, nos parágrafos 2263-2265, que a legítima defesa não é homicídio, porque “do ato de defesa pode seguir-se um duplo efeito: um, a conservação da própria vida; outro, a morte do agressor”, este segundo efeito estando “para além da intenção” de quem se defende. De fato, “o amor para consigo mesmo permanece um princípio fundamental de moralidade” e, portanto, é “legítimo fazer respeitar o seu próprio direito à vida”, já que “se está mais obrigado a velar pela própria vida do que pela alheia”. 

O Catecismo vai até mais longe e afirma que a “legítima defesa pode ser não somente um direito, mas até um grave dever para aquele que é responsável pela vida de outrem”.

Se o uso de armas é legítimo para defender a própria vida, a fortiori é lícito uma pessoa aprender técnicas muito eficazes de defesa pessoal para proteger a integridade física, a honra ou os bens próprios ou do próximo. Portanto, é perfeitamente lícito, segundo a doutrina católica, o aprendizado de técnicas de defesa pessoal.

Vigilância necessária na prática de certas lutas

Nas religiões orientais e nas correntes da Nova Era o “espírito” se confunde com a energia divina que anima todo o universo.

A questão das artes marciais de origem oriental é mais delicada de tratar, uma vez que elas podem ser consideradas ou como simples esportes – o judô, por exemplo, passou a ser uma disciplina olímpica nos Jogos de Tóquio de 1964 – ou como uma via espiritual.

Enquanto mera atividade esportiva ou de autodefesa, e desde que fique nesse âmbito, a prática das artes marciais orientais não apresenta maior dificuldade, porque elas se assemelham a outras formas ocidentais de esportes de combate, que é lícito praticar desde que não haja risco desproporcionado para a vida ou a integridade física dos esportistas.

Mas ditas artes marciais apresentam certos problemas delicados, se encaradas enquanto técnicas de desenvolvimento espiritual. Para compreender bem o problema é preciso fornecer algumas informações, ainda que sumárias e parciais, da origem e desenvolvimento das artes marciais no Oriente. Para simplificar, vamos tomar como exemplo as artes marciais japonesas.

Os leitores devem ter notado que todas as artes marciais japonesas têm como sufixo a sílaba “do”: ju-do, aiki-do, karate-do, kiu-do. O ideograma “do”, que se pode também ler “michi”, significa o caminho, a via, a rota. Trata-se da via espiritual seguida pelo praticante de uma arte marcial (um budo) para o desenvolvimento integral de sua pessoa, sobretudo na sua dimensão espiritual. No fundo, é um modo de vida apresentado como ideal por um mestre-guru, que a pessoa aceita seguir para tornar-se um homem de caráter, um justo dotado de princípios e convicções que respeita a natureza de sua humanidade.

Um verdadeiro budo não adquire apenas um saber técnico que o torna eficaz em uma forma de combate. Ele se distingue sobretudo pelo seu comportamento, cujas raízes estão no código de honra dos samurais (bushido) e nas regras de vida prescritas pelos antigos mestres espirituais, consideradas como base para a reta compreensão daquela arte marcial.

Como diz Peter Lewis, um divulgador dessa “via” no Ocidente, “a essência das artes marciais está no fato de os combatentes não visarem unicamente vencer a resistência do adversário, mas também conhecer o próprio ‘eu’ para poderem viver em harmonia com o universo. Em outras palavras, o combate passou de um simples instinto animal, natural, a uma ciência exata influenciada pelas doutrinas religiosas orientais, ensinadas há milhares de anos por aqueles grandes sábios e filósofos que descobriram como, canalizando as próprias energias através das artes marciais, a mente, o corpo e o espírito se unem num só ‘eu’, tornando assim possível a perfeita harmonia do ser com a natureza e o universo”.

De fato, nas religiões orientais e nas correntes da Nova Era o “espírito” se confunde com a energia divina que anima todo o universo. Desse conceito panteísta deriva a noção de “ki”, muito popular entre os adeptos das artes marciais, a qual se refere à parcela de energia cósmica inerente a cada ser existente (no caso do homem, residente no abdômen) e que se trataria de condensar e liberar no golpe assestado no adversário (daí o costume de proferir o grito de combate ki-ai!, ou seja, “exalação”, na fase decisiva da aplicação de uma técnica).

Essa filosofia panteísta impregna toda a encenação e prática das artes marciais orientais, desde o mokuso – ou meditação, no começo e no fim do treinamento, sentado no dojô (literalmente, “lugar para o estudo da Via”, que era originalmente a plataforma de meditação budista, mas virou o espaço para treinamento marcial) –, passando pelas saudações ao instrutor (sensei), até o aprendizado dos kata, movimentos simples e recorrentes, alternando contrações e descontrações, e destinados, pelo menos alguns deles, a unificar o corpo, o espírito e a alma.

Vigilância quanto á infiltração de religiões pagãs

A filosofia panteísta impregna toda a encenação e prática das artes marciais orientais, a começar pelo mokuso – ou meditação, no começo e no fim do treinamento, sentado no dojô (literalmente, “lugar para o estudo da Via”)

À vista do referido acima, o leitor compreenderá a dificuldade em dar uma resposta simples a uma questão tão complexa, a qual se reverte no seguinte: nas artes marciais orientais – praticadas não como simples esporte, mas como autêntica via de desenvolvimento pessoal – é possível separar as técnicas de combate e os exercícios de treinamento dos pressupostos filosóficos errados que lhes deram origem e dos rituais que os encapsulam? Em outras palavras, é possível “cristianizar” as artes marciais enquanto possível via espiritual e transformá-las em algo análogo aos torneios dos cavaleiros medievais em preparação para o combate? Ou estão elas intrínseca e inseparavelmente unidas às suas origens pagãs?

Para nós, ocidentais, cônscios da nossa própria personalidade individual e formados pela cultura católica na ideia de um Deus pessoal e transcendente, isso parece viável. Mas será possível para cristãos orientais imersos numa cultura impregnada pela ideia da imanência da energia divina no universo e de um futuro desaparecimento dos indivíduos no “Todo universal”? Cabe dizê-lo aos fiéis católicos e aos pastores verdadeiramente zelosos residentes nessas regiões pagãs.

Mas há uma obrigação certa para todos os católicos dos nossos dias, do Oriente e do Ocidente: é o dever de abrir os olhos para a crescente infiltração das religiões pagãs e do New Age, inclusive em nossas paróquias, sob o pretexto da prática de yoga ou de artes marciais. Tendo bem presente que na casa do Pai há muitas moradas, mas que o único Caminho para nos santificarmos e chegarmos até ela é Jesus Cristo, Nosso Senhor, uma vez que ninguém vai ao Pai senão por Ele (Jo 14, 6).

Até Aqui foi a resposta do sacerdote Monsenhor José Luiz Marinho Villac.

Caro Mateus,Espero sinceramente que esta resposta tenha lhe ajudado,outras dúvidas não hesite em entrar em contato conosco,será um prazer ajudar.

Ad Majorem Dei Gloriam,
EDGAR LEANDRO DA SILVA